"Cidade fantasma" de Chernobyl volta a ter árvore de Natal, 33 anos depois

Desde 1986 que a cidade de Pripyat, a 3 km de Chernobyl, está deserta. Este ano, um grupo de antigos habitantes regressou para decorar uma árvore de Natal, a primeira desde o acidente nuclear. A iniciativa partiu de uma empresa de turismo.

Já passaram 33 anos desde que a central nuclear de Chernobyl entrou em colapso e provocou o maior acidente nuclear do mundo. Desde esse ano de 1986 nunca a cidade de Pripyat, vizinha da central e hoje conhecida como "cidade-fantasma", teve uma árvore de Natal. Este ano, pela primeira vez desde o desastre, o pinheirinho foi colocado na praça central de Pripyat, revelou a estação televisiva ZIK, da Ucrânia.

Situada a cerca de 3 km das instalações de Chernoby, a localidade de Pripyat chegou a ter mais de 47 mil habitantes, mas agora permanece deserta por causa da poluição causada pela radiação. Este Natal, antigos residentes deslocaram-se até à sua antiga cidade e decoraram uma árvore com fotos de família, como parte de uma campanha organizada pela Associação de Operadores Turísticos de Chernobyl.

Kateryna Aslamova, da empresa Chernobyl Tour, disse que foi a primeira vez que alguns ex-habitantes regressaram a Pripyat desde a evacuação após o pior acidente nuclear do mundo. "A cidade deve viver e, para que isso aconteça, deve ser salva", afirmou.

A sua empresa gostaria de ver Pripyat e partes da zona de exclusão em redor da antiga central nuclear tornarem-se património da Unesco. "A vida está a voltar a Pripyat", disse Yaroslav Yemelyanenko, fundador do Centro de Chernobyl. "É invulgar, irregular e turístico. Todos os dias, a cidade outrora deserta está cheia de turistas de todo o mundo. Vêm para aprender a nossa história, que mudou o curso dos eventos no mundo".

O turismo na região de Chernobyl subiu em flecha após a exibição da série televisiva Chernobyl, que recria os acontecimentos de 1986. Desde que a HBO exibiu os cinco episódios, turistas de todo o mundo têm viajado para Chernobyl, embora a moda seja considerada perigosa.

Mais Notícias