Cidadãos da UE terão de pedir novo "BI" no Reino Unido

"Queremos que fiquem", disse Theresa May aos cidadãos da UE

Os três milhões de cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido serão obrigados a tirar um bilhete de identidade específico após o Brexit, segundo propõe o gabinete de segurança interna britânico.

Este documento dará aos cidadãos da União Europeia a mesma autorização de residência que é dada aos não europeus que vivem no Reino Unido há cinco anos. As candidaturas serão processadas por um sistema online.

Com as novas propostas, os cidadãos da UE terão mais dificuldades em levar familiares e cônjuges para viver no Reino Unido - para o fazerem terão de auferir um rendimento mínimo anual de 18600 libras, cerca de 21 mil euros -, poderão perder o direito de votar nas eleições locais e deixarão de estar protegidos pelo Tribunal Europeu, que perde a jurisdição no Reino Unido.

Os europeus que pediram autorização de residência permanente no Reino Unido depois do referendo em que se votou o brexit, em junho de 2016, terão de candidatar-se de novo, mas através de um processo diferente. Estima-se que esta decisão afete mais de 150 mil pessoas, segundo o The Guardian.

Tirando estas mudanças, os europeus que tenham a autorização de residência continuarão a ter direito aos fundos públicos e sociais britânicos e a pedir a cidadania.

O negociador da União Europeia para o brexit já veio dizer, porém, que as propostas de May precisam de "mais clareza".

Esta segunda-feira, Theresa May disse querer que os cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido fiquem após o Brexit e as negociações. "Quero assegurar completamente às pessoas que sob estes planos nenhum cidadão da União Europeia neste momento a viver legalmente no Reino Unido será convidado a sair quando o Reino Unido deixar a UE", disse a primeira-ministra. "Queremos que fiquem", continuou, segundo a Reuters.

As negociações continuam em assuntos chaves como os acessos a cuidados de saúde, qualificação profissional e os direitos do trabalhadores independentes.

O gabinete da administração interna disse que vai assumir que todos os cidadãos da União Europeia vão receber uma autorização de residência temporária após a saída do Reino Unido deste organismo. Os europeus terão até dois anos para pedirem a residência e, caso não o façam durante esse período, não poderão permanecer no Reino Unido.

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