China alerta para investimentos "irracionais" além-fronteiras

Investimento em imobiliário, hotéis e cinema são alguns dos que passam a depender da aprovação do Governo.

O organismo máximo chinês encarregado da planificação económica estipulou novas restrições no investimento das empresas chinesas além-fronteiras, que penalizam as áreas imobiliária, hoteleira e os fundos de investimento, e beneficiam os setores da eletricidade e telecomunicações.

Segundo a atualização da lista dos "setores sensíveis", publicada pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC), a partir de março, as empresas chinesas que queiram investir em projetos de telecomunicação e redes elétricas deixam de precisar de aprovação oficial.

O investimento em imobiliário, fundos de investimento, armamento, hotéis, cinema, entretenimento e clubes desportivos passam a depender da aprovação do Governo. A NDRC manteve os setores de recursos aquáticos e órgãos de comunicação na mesma lista.

O 'boom' do investimento chinês no exterior dos últimos anos levou os reguladores chineses a emitir um comunicado conjunto, no qual advertem para investimentos "irracionais" além-fronteiras, em setores em que abundam "riscos e perigos ocultos".

Em 2017, o investimento chinês não financeiro no exterior caiu 29,4%, face ao ano anterior, para 120.080 milhões de dólares (97.780 milhões de euros).

O país asiático tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca, enquanto centenas de particulares chineses compraram casa em Portugal à boleia dos vistos 'gold'.

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