Kerry considera morte de Cox um ataque "todos os que defendem a democracia"

John Kerry acredita que o atentado abala todos os democratas

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos afirmou hoje que a morte da deputada trabalhista britânica Jo Cox durante a campanha do referendo sobre a União Europeia no Reino Unido é um ataque contra todos os defensores da democracia.

"Acompanho-o [ao primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen] para expressar a minha profunda tristeza ao ver que uma jovem parlamentar, que obviamente era uma jovem mulher com um enorme talento, foi morta no exercício das suas funções no seu círculo eleitoral", afirmou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em declarações em Copenhaga, Dinamarca.

"É um ataque contra todos aqueles que defendem e têm fé na democracia", acrescentou.

Antes destas declarações e do anúncio da morte, Lars Lokke Rasmussen já tinha condenado a agressão na rede social Twitter.

"Chocado ao saber do ataque contra a deputada. Os meus pensamentos estão com ela e com a sua família", escreveu na altura o primeiro-ministro dinamarquês.

Jo Cox, de 41 anos, foi hoje atingida a tiro perto da biblioteca da cidade de Birstall, norte de Inglaterra, quando participava numa ação da campanha a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) com eleitores do seu círculo.

A polícia deteve um homem de 52 anos relacionado com o incidente.

A morte da deputada trabalhista originou a suspensão da campanha política do referendo e o cancelamento da visita que Cameron fazia a Gibraltar para defender a permanência do país na UE.

Os britânicos devem votar no próximo dia 23 de junho para decidir se permanecem ou não na UE, um processo conhecido como "Brexit".

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