Cerimónia em Lisboa a relembrar Rabin morto há 25 anos

Lisboa foi palco de cerimónia a assinalar o 25.º aniversário do assassínio de Yitzhak Rabin. Embaixador israelita Raphael Gamzou participou, assim como o deputado socialista Pedro Delgado Alves, que é presidente da junta de freguesia do Lumiar, onde fica a rua Isaac Rabin.

Por ocasião do 25.º aniversário do assassínio de Yitzhak Rabin, ocorrido 4 de novembro de 1995, a embaixada de Israel e a Freguesia do Lumiar evocaram esta semana a memória do estadista, Nobel da Paz e construtor do processo de paz assente nos Acordos de Oslo com os palestinianos, na rua de Lisboa que lhe presta homenagem.

Numa cerimónia eminentemente simbólica, e restrita devido às limitações em vigor por causa da pandemia de covid-19 , o embaixador israelita em Lisboa, Raphael Gamzou, e o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, o também deputado do PS Pedro Delgado Alves, depositaram duas coroas de flores junto da placa toponímica da rua Isaac Rabin. Ouviu-se o som dos hinos dos dois países, recordando-se Rabin e, segundo pode ler-se num comunicado da embaixada israelita, "a mensagem e a obra de paz, de reconciliação e de construção de um futuro comum, que foi interrompida prematura e subitamente pelo seu assassínio em Telavive"

Morte de Rabin ocorreu num sábado à noite, faz agora 25 anos, no fim de um gigantesco comício pela paz, na principal praça de Telavive, no qual milhares de israelitas se juntaram para apoiar os esforços para a paz liderados então por Yitzhak Rabin como primeiro-ministro e Shimon Peres como ministro dos Negócios Estrangeiros. Sucessor de Rabin à frente do governo e depois presidente de Israel, coube a Peres, também Nobel da Paz em 1994, encarnar o chamado espírito de Oslo.

Os Acordos de Oslo foram assinados em 1993 por Israel e pelo líder palestiniano Yasser Arafat, também galardoado com o Nobel. O grande patrocinador das negociações foi o presidente americano Bill Clinton, com a diplomacia norueguesa a servir de mediadora.

Rabin, general e estadista, ousou tentar uma solução para o conflito israelo-palestiniano que dura desde 1948, mas um extremista judeu matou-o. O processo de Oslo foi depois seriamente abalado pela vaga terrorista de final dos anos 1990 e inícios de 2000 que fragilizou o campo da paz em Israel. Arafat, que morreu em 2004, foi responsabilizado por Israel pelos atentados e só depois de ser substituído por Mahmud Abbas na presidência da Autoridade Palestiniana o diálogo retomou. Hoje, porém, o espírito de Oslo parece algo muito distante, com responsabilidades repartidas pelo seu fracasso.

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