Centros comerciais do Rio de Janeiro podem abrir 24 horas por dia para evitar multidões

Governo do Rio de Janeiro não seguiu recomendações de comissão científica, que aconselhava encerramentos de escolas e praias e restrição de horários em bares e restaurantes

O Rio de Janeiro autorizou a abertura de centros comerciais 24 horas por dia como forma de evitar aglomerações nas compras de Natal, ignorando a recomendação de reforçar as restrições para combater a disseminação da Covid-19 no Brasil.

"Os centros comerciais serão autorizados a funcionar 24 horas por dia para que a população não precise de correr" e diminua a sobrecarga do transporte público, afirmou esta sexta-feira o prefeito Marcelo Crivella em conferência de imprensa.

A medida vai estar em vigor ao longo do mês de dezembro, disse o prefeito no Twitter.

Crivella também anunciou o encerramento de escolas municipais que, desde o último mês retomaram gradual e voluntariamente as aulas presenciais.

O estado do Rio de Janeiro e a sua capital registam há algumas semanas um aumento nas infeções e internamentos por Covid-19, o que está a começar a saturar novamente o sistema nacional de saúde.

Uma comissão científica que aconselha a prefeitura recomendou esta semana o encerramento de escolas e praias e a restrição de horários em bares e restaurantes, mas as autoridades garantem que maior controlo da aplicação das medidas em vigor e o aumento da capacidade hospitalar serão suficientes para evitar a elevação do quadro e da curva de mortalidade.

O Rio viveu o auge da pandemia em maio e junho, e desde então iniciou um processo gradual de reabertura e fechou alguns hospitais de campanha devido à estabilização da situação sanitária. Além do uso obrigatório de máscara nos espaços públicos, nos últimos meses a cidade retomou o seu ritmo habitual, com grandes multidões nas praias, nos transportes públicos e até nos eventos sociais sem medidas de proteção.

O Brasil ultrapassou esta quinta-feira 6,4 milhões de casos confirmados e 175 mil mortes por Covid-19. Mais de 22 mil dessas mortes ocorreram no estado do Rio de Janeiro, que acumula a maior taxa de mortalidade proporcional do país: 133 por 100 mil habitantes.

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