Centenas de prisioneiros palestinianos terminam greve de fome

Prisioneiros exigiam melhorias das condições da detenção

As centenas de prisioneiros palestinianos que estavam em greve de fome desde 17 de abril em prisões israelitas, para exigir melhorias das condições da detenção, terminaram hoje o protesto.

O anúncio do fim da greve surge três dias depois de o Presidente, Mahmud Abbas, ter pedido uma mediação dos Estados Unidos para este dossiê e coincide com o primeiro dia do Ramadão, o mês do jejum dos muçulmanos.

A greve foi suspensa na sequência de um acordo concluído entre os representantes dos prisioneiros e as autoridades israelitas, indicou o presidente do Clube dos Prisioneiros Palestinianos, Qaddura Farès, citado pela agência AFP.

Um porta-voz da administração penitenciária israelita confirmou o fim da greve de fome dos prisioneiros.

Segundo o porta-voz, o acordo foi concluído com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e a Autoridade Palestiniana, e não com representantes dos grevistas, prevendo que os prisioneiros passem a ter duas visitas por mês, contra a única que tinham antes do início do protesto.

Esta reivindicação era uma das principais entre as apresentadas pelos grevistas. Em contrapartida, os detidos não obtiveram a instalação de telefones públicos nas prisões como tinham pedido, adiantou o porta-voz.

A greve teve a adesão de mais de 800 prisioneiros, segundo a administração palestiniana, que precisou que cerca de 30 estavam hospitalizados nos últimos dias devido à deterioração do estado de saúde.

O CICR tinha advertido na quinta-feira que os grevistas tinham entrado numa fase "crítica".

A greve foi iniciada por Marwan Barghouthi, considerado como o grande rival de Abbas no seio da Fath, partido a que ambos pertencem.

Barghouthi cumpre cinco penas de prisão perpétua por atentados dos quais resultaram mortos durante a Segunda Intifada (revolta civil), entre 2000 e 2005.

Os grevistas pertenciam a todos os movimentos políticos palestinianos, da Fatah aos partidos de esquerda, incluindo o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

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