Candidato da IURD no Rio diz que se rival for eleito haverá pedofilia nas escolas

Apoiado por Jair Bolsonaro, o atual prefeito Marcelo Crivella, do Republicanos, braço político da igreja do seu tio, Edir Macedo, acusa Eduardo Paes, que lidera com folgas as sondagens, de promover o crime

Se Eduardo Paes, o candidato de centro-direita do DEM, vencer as eleições municipais de dia 29 no Rio de Janeiro, "haverá pedofilia nas escolas". Pelo menos é essa a acusação do rival na segunda volta do pleito, Marcelo Crivella, do Republicanos, o braço político da IURD, num vídeo que circula nas redes sociais.

"Tem um inimigo meu que queria acabar com o Bolsonaro. Se pudesse, daria outra facada no Bolsonaro, que é o PSOL (partido de esquerda). O PSOL está com Paes, dizem que vai tomar conta da Secretaria de Educação", começa por dizer Crivella, que é bispo da IURD, cantor gospel e um dos candidatos a prefeito apoiados oficialmente pelo presidente da República Jair Bolsonaro.

"Você imagina: pedofilia nas escolas. Jesus se comparou às crianças e nós vamos aceitar pedofilia na escola, no ensino infantil?", pergunta Crivella, atual prefeito da cidade.

A seu lado, Otoni de Paula, deputado bolsonarista do PSC, corrobora: "É um risco que nós estamos correndo se o Eduardo for eleito".

Paes, que foi o antecessor de Crivella na prefeitura e lidera as sondagens com mais de 70% das intenções de voto, recebeu o apoio de vastos setores da política carioca, mas não oficialmente do PSOL, cuja posição informal é de "apoio crítico" a quem quer que defronte o candidato bolsonarista.

Segundo nota de Paes, "não há acordo político nem troca de cargos com o PSOL". O candidato afirma ainda que não imaginava que Crivella "fosse capaz de ir tão longe na baixeza e na mentira" e declarou intenção de o processar nas esferas eleitoral, cível e criminal.

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