Canadá. Foram encontrados mortos os jovens suspeitos de três homicídios

Corpos foram encontrados numa zona de "mato denso" no norte do país, pondo fim a mais de duas semanas de buscas policiais

Os dois jovens suspeitos do homicídio de um casal de turistas e de um terceiro homem, no Canadá, foram encontrados mortos em Manitoba, na região onde a polícia desencadeou, há já duas semanas, uma caça ao homem para apanhar os dois fugitivos. A notícia foi dada pela própria polícia, numa publicação no Twitter.

Também no Twitter, a polícia explicou que os "itens" encontrados na última sexta-feira junto ao rio Nelson - um barril de água e um barco a remos - foram relacionados com os dois suspeitos e permitiram às autoridades policiais limitar a área de busca. Agentes especializados da Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) concentraram-se então na área, acabando por descobrir os corpos, que foram encontrados numa zona de "mato denso", a cerca de um quilómetro do barco encontrado no rio.

Jane MacLatchy, porta-voz da polícia, veio confirmar a notícia, afirmando que as autoridades estão "confiantes que os dois corpos agora encontrados correspondem aos dois suspeitos. Posteriormente será efetuada uma autópsia para confirmar a identificação e apurar as causas da morte.

Bryer Schmegelsky e Kam McLeod, de 18 e 19 anos, foram dados como desaparecidos a 19 de julho último, quando o seu carro foi encontrado incendiado, na Colúmbia britânica. Mas rapidamente passaram à condição de suspeitos de homicídio de um casal de turistas e de um terceiro homem, encontrados mortos na mesma autoestrada onde os jovens desapareceram.

O casal foi identificado como Lucas Fowler, australiano de 23 anos, e Chynna Deese, americana de 24 anos, dois turistas que viajavam pelo Canadá e que estariam a caminho do Alasca quando a carrinha em que seguiam avariou. Vários condutores terão oferecido ao ajuda ao casal, que declinou, dizendo ter tudo sob controlo. Lucas e Chyn acabariam por ser encontrados mortos na berma da estrada.

A terceira vítima foi Leonard Dyck, de Vancouver, botânico e professor na Universidade da Colúmbia Britânica.

Alan Schmegelsky, pai de um dos jovens, já tinha vaticinado que o filho não se deixaria apanhar vivo: "Eles estão numa missão suicida. Vão desaparecer, num ápice de glória. Acreditem em mim, é o que vai acontecer".

Schmegelsky contou que os dois jovens eram amigos inseparáveis desde a escola primária. Garantindo que eram "bons rapazes", o homem acrescentou que o filho, que viu os pais separarem-se aos cinco anos, cresceu "sem carinho", entregue aos cuidados da avó materna, crescendo com influências que "não foram boas, o Youtube e jogos de vídeo".

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