Detido homem que confessou ataque em Estocolmo

Ataque com camião no centro da capital sueca matou pelo menos quatro pessoas (novo balanço)

A polícia sueca deteve ao fim da tarde um homem, no norte de Estocolmo, que confessou ter sido o autor do ataque com um camião no qual terão morrido pelo menos quatro pessoas.

A notícia da detenção foi avançada pelo jornal sueco Aftonblader. Mais tarde, a polícia confirmou a detenção e que se tratava do homem cuja foto tinha sido divulgada como se tratando de um indivíduo suspeito de estar relacionado com o ataque.

Não foram adiantados mais pormenores.

Três vítimas morreram no local, tendo a quarta morrido já no hospital, segundo as autoridades suecas, que dão conta ainda de 15 feridos, nove dos quais em estado grave, de acordo com a Reuters.

O ataque foi cometido através de um camião acelerou contra a multidão numa rua pedonal no centro de Estocolmo, tendo depois colidido com o edifício de um centro comercial.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, já veio dizer que tudo indica que se trata de um "ataque terrorista". A tese de atentado é corroborada pelos serviços secretos suecos, indicam as agências internacionais."A Suécia foi atacada", lamentou o governante, que estava fora da capital e regressou de imediato a Estocolmo.

A polícia sueca revelou entretanto que está a interrogar duas pessoas que podem ter ligação com o ataque. "Posso confirmar que temos sob custódia duas pessoas para interrogatório, mas não significa necessariamente que são suspeitos", disse um porta-voz da polícia, citado pela agência Reuters. "Queremos falar com toda a gente que saiba alguma coisa sobre isto e às vezes é melhor fazê-lo na esquadra do que no local do acontecimento".

As autoridades ordenaram entretanto a evacuação da estação central de comboios de Estocolmo e o metro também está parado, revela a AFP.

Apesar de a imprensa sueca e o próprio primeiro-ministro terem dito que fora já detido um suspeito do atentado, a polícia veio entretanto dizer que não foi feita qualquer detenção. "Dado o que aconteceu noutras partes da Europa, não podemos excluir de momento que se trata de um crime terrorista", escreveu ainda a polícia na página oficial na internet, indica a agência Reuters. Fonte oficial sublinhou, em declarações à AFP, que o motorista do camião não está sob custódia policial.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, considerou o atentado em Estocolmo como "um ato bárbaro" e adiantou que a embaixada portuguesa não tem informação que permita dizer que há cidadãos nacionais vitimados.

Polícia pede ajuda para identificar suspeito

A polícia sueca divulgou, na tarde desta sexta-feira, a imagem de um homem que gostaria de localizar e interrogar, por suspeita de ter ligação ao autor do ataque terrorista em Estocolmo.

Em conferência de imprensa, as autoridades revelaram que não têm sob custódia o motorista do camião e presumível autor do atentado, mas quiseram divulgar a imagem - recolhida através de câmaras de vigilância - de um homem que poderá estar ligado ao ataque, pedindo a ajuda da população para o identificar.

Camião roubado durante uma entrega

O ataque aconteceu pelas 15:00, hora local, menos uma hora em Lisboa. "Um veículo feriu pessoas na Drottningatan (Rua da Rainha)", disse então à agência Reuters Towe Hagg, a porta-voz da polícia sueca.

Nas redes sociais, surgiram entretanto vídeos e fotografias que mostram pessoas a fugir na área onde aconteceu o atropelamento.

Segundo a agência sueca de notícias TT, várias pessoas foram assistidas por ambulâncias no local e as imagens em direto das televisões mostram fumo a sair do edifício contra o qual o camião investiu.

O jornal sueco Aftonbladet avançou que uma cervejeira, a Spendrups, denunciou que um dos seus camiões foi roubado na manhã desta sexta-feira e será o veículo utilizado para perpetrar o ataque. "Durante uma entrega ao restaurante Caliente, alguém saltou para a cabina do condutor e fugiu a conduzir enquanto o motorista descarregava", confirmou depois o diretor de comunicação da empresa, Marten Lyth, à agência de notícias sueca TT.

Até ao momento, nenhuma organização terrorista reivindicou o ataque.

Juncker expressa solidariedade

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, já lamentou o atentado na Suécia. "Os nossos pensamentos estão com as pessoas da Suécia depois dos trágicos acontecimentos em Estocolmo. Em nome da União Europeia, gostaria de enviar as minhas sinceras condolências às famílias das vítimas e saudar o trabalho corajoso dos primeiros que chegaram rapidamente ao local", escreveu Juncker em comunicado. "Um ataque a qualquer um dos Estados-membros é um ataque a todos", acrescentou.

Várias reações chegaram entretanto de toda a Europa: o porta-voz da chanceler Angela Merkel escreveu no Twitter que a Alemanha está ao lado da Suécia na luta contra o terrorismo, assim como o primeiro-ministro português, que informou na rede social ter já manifestado solidariedade e apoio ao homólogo sueco na sequência do ataque.

Vários ataques com camiões têm sido levados a cabo na Europa no último ano e já em 2010 a Al-Qaeda incentivava os seguidores a usarem veículos pesados como arma.

No passado dia 22 de março, um homem conduziu um carro contra peões na ponte de Westminster, em Londres, matando quatro pessoas, e depois esfaqueou um polícia até à morte antes de ser abatido pelas autoridades. Foi o último atentado deste género.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque, tal como o que aconteceu em Nice - um camião atropelou e matou 86 pessoas - e em Berlim, quando um veículo pesado investiu contra um mercado de Natal, matando 12 pessoas.

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