Câmara dos Representantes condena Trump por "comentários racistas"

A votação saldou-se pelo resultado de 240 votos contra 187 e foi feita depois de Trump e outros dirigentes republicanos de topo terem negado as acusações de racismo.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na terça-feira uma moção na qual condena o presidente Donald Trump pelos "comentários racistas" dirigidos a quatro mulheres congressistas, sugerindo-lhes que "regressassem aos seus países de origem".

A votação saldou-se pelo resultado de 240 votos contra 187 e foi feita depois de Trump e outros dirigentes republicanos de topo terem negado as acusações de racismo.

O presidente já reagiu no Twitter, congratulando-se com o facto de os republicanos terem votado contra a moção. "Tão bom ver como o Partido Republicano unido no voto de hoje sobre os comentários que fiz sobre quatro congressistas democratas. Se querem ver declarações, olhem para as coisas horríveis que elas disseram sobre o nosso país, Israel e muito mais. São agora os membros mais visíveis dos democratas da Câmara, que estão agora comprometidos com essa amargura e ódio. A votação republicana foi 187-4. Uau! Além disso, foi a primeira vez desde 1984 que um líder da Câmara dos Representantes foi considerado foi considerado Fora de Ordem e quebrou as regras da Câmara. Que dia!"

No texto da resolução escreveu-se que a Câmara dos Representantes "condena fortemente" os "comentários racistas [de Trump] que legitimaram e aumentaram os receios e os ódios dirigidos aos novos americanos e às pessoas de cor".

Os republicanos dizem que os democratas estão a usar a indignação provocada pelas mensagens de Trump na rede social Twitter para marcar pontos políticos.

Mas os democratas contra-argumentam que os comentários de Trump são revoltantes e precisam de ser condenados, sobretudo porque foram realizados pelo presidente.

Trump referia-se às quatro democratas recém-eleitas para a Câmara dos Representantes - Alexandria Ocasio-Cortez, eleita pelo estado de Nova Iorque, Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan) -- que são das suas críticas mais fortes e apoiam a sua destituição.

O presidente norte-americano acusou-as de "espalharem algumas das coisas mais vis, odiosas e repugnantes algumas vez ditas por um político", para, depois, acrescentar: "Se vocês odeiam o vosso país, ou se não estão cá felizes, podem ir!", ecoando argumentos usados contra dissidentes políticos mais do que a deputados da oposição.

Durante uma intervenção no debate, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou que as mensagens de Trump são "infamantes e repugnantes e os comentários racistas".

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