Caça ao homem confirma suspeitas de que lista de terroristas é maior

Estão identificados três homens, todos franceses, que morreram durante o ataque. Irmão de um dos terroristas está a monte

As autoridades francesas emitiram ontem um comunicado pedindo informações sobre o paradeiro de Salah Abdesalam, um homem de 1,75 m e cabelo e olhos castanhos, "suscetível de estar implicado nos atentados" de 13 de novembro, em Paris. O documento com a sua imagem - o primeiro rosto de um suspeito a ser divulgado pela Police Nationale - veio reforçar uma teoria que vinha ganhando força desde sábado: a probabilidade de mais terroristas, além dos sete cujos corpos foram recuperados, terem participado nos ataques.

De acordo com o Le Monde, Abdesalam, um cidadão francês nascido em Bruxelas, com 26 anos, chegou a ser controlado pela polícia francesa em Cambrai (no Norte do país), já depois de terem sido reforçadas as medidas de segurança junto à fronteira. Mas não chegou a ser interpelado. A bordo do carro que conduzia estavam dois outros passageiros, que não chegaram a ser identificados.

Sabe-se agora que foi em seu nome que foi alugado o Volkswagen Polo preto que transportou os três suicidas que lançaram o ataque no Bataclan. Atualmente estão em cima da mesa várias hipóteses, desde a sua simples cumplicidade ao envolvimento direto num dos três grupos responsáveis pelos ataques.

Segundo terrorista identificado

Entretanto, começam a ser conhecidas mais informações sobre a identidade dos sete terroristas que morreram durante os ataques de sexta-feira. Além de Ismaël Omar Mostefaï, um dos três autores do ataque à sala de espetáculos Bataclan, foi também divulgada a identidade de um dos homens que integraram a segunda equipa, responsável pelos ataques suicidas junto ao Stade de France. Chamava-se Bilal Hadfi e era um cidadão francês de 20 anos, residente na Bélgica.

Outro corpo recuperado no mesmo local tinha junto a si um passaporte sírio em nome de Ahmad al-Mohammad. Mas o documento, que foi ontem divulgado pelo jornal sérvio Blic revelou-se falso, pelo que permanecem as dúvidas sobre a sua verdadeira identidade.

Foi ainda confirmada a identidade de Ibrahim Abdesalam, também francês, de 30 anos, que se fez explodir junto à Brasserie Comptoir Voltaire. Era o irmão mais velho do fugitivo procurado.

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