Milhares de manifestantes junto ao Parlamento em Londres

Milhares de manifestantes estão concentrados junto à Câmara dos Comuns, em Londres, onde os deputados se preparam para votar o Acordo de Saída da União Europeia (UE) negociado pela primeira-ministra britânica, Theresa May.

Os manifestantes, empunham bandeiras, placas e cartazes, em que exigem que a Grã-Bretanha deixe a União Europeia.

Cantando "Bye-Bye UE", os manifestantes exigem que os legisladores apliquem os resultados do referendo de junho de 2016, no qual a saída da União Europeia foi a escolha maioritária.

Alguns manifestantes paralisaram o trânsito no exterior do Palácio de Westminster, onde os deputados debateram se aceitam ou não o Acordo de Saída de 585 páginas.

Uma marcha muito maior ocorreu na semana passada, na qual centenas de milhares de manifestantes contra o 'Brexit' exigiam a realização de um novo referendo.

Os deputados britânicos votaram pela terceira vez o Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia. E voltaram a dizer que não. 344 deputados votaram contra, 286 votaram a favor, com uma diferença de 58.

Numa reação ao resultado, a primeira-ministra conservadora, Theresa May, disse que todas as alternativas parecem já esgotadas e que agora o Reino Unido está mais perto de sair da UE sem acordo no dia 12 de abril. "O Reino Unido deve sair agora da UE a 12 de abril. Não há tempo suficiente para legislar sobre um novo acordo. O Reino Unido poderia pedir uma extensão maior [do Artigo 50º] mas isso implicaria participar nas eleições europeias [de maio]. Os deputados irão considerar outras opções na segunda-feira mas temo que chegámos ao limite deste processo nesta câmara", declarou a líder do Partido Conservador, referindo-se à segunda ronda de votos indicativos, que a câmara dos Comuns realiza segunda-feira.

Face a este novo capítulo no caos que é o Brexit, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou no Twitter que vai convocar um Conselho Europeu de emergência no próximo dia 10 de abril, ou seja, dois dias antes do prazo para o Reino Unido encontrar um novo argumento ou então sair sem acordo da UE. A libra caiu de imediato. A chanceler alemã Angela Merkel fez saber que vai estar na Irlanda, como o primeiro-ministro Leo Varadkar, na próxima quinta-feira. Varadkar tem tido o apoio unânime da UE no que toca ao ponto do backstop face às investidas de Londres.

"O facto de não sairmos hoje da UE é algo lamentável para mim e, por isso, trouxe este acordo aqui a votação, como uma última oportunidade para levar a bom porto o Brexit e, desta forma, podermos sair a 22 de maio", declarou Theresa May ao deputados, antes da votação, tendo sido questionada sobre se tem alguma coisa a dizer aos 48% de britânicos que votaram pelo Remain e contra o Brexit.

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