Brexit: Impacto vai ser maior no Reino Unido do que na UE, diz estudo

De acordo com o estudo do IFO, a UE tem uma presença comercial mais forte no Reino Unido do que este na Europa.

O 'Brexit' vai afetar mais o Reino Unido do que a União Europeia (UE), segundo uma análise sobre fluxos comerciais do Instituto de Estudos Económicos de Munique (IFO), na Alemanha.

De acordo com o estudo do IFO, a UE tem uma presença comercial mais forte no Reino Unido do que este na Europa.

"O 'Brexit' vai causar derrotas nos dois países, mas o Reino Unido perde consideravelmente mais. É do interesse de ambas as partes ter um acordo comercial em vigor a partir de 01 de janeiro", considerou uma especialista em comércio internacional do IFO Lisandra Flach.

Em 2019, metade das importações do Reino Unido foram provenientes da UE, apontou o instituto.

Por outro lado, 4% das exportações de países da UE tiveram como destino o Reino Unido e apenas 6% das importações vieram deste país.

O estudo avaliou ainda os produtos que têm apenas entre um e cinco fornecedores, concluindo que 64% destes partem da UE com destino ao Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse esta terça-feira que as posições entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) ainda estavam muito distantes, antes de uma viagem a Bruxelas esta semana para tentar desbloquear o impasse nas negociações pós-Brexit.

"Ainda estou otimista, mas tenho de ser honesto, a situação no momento é delicada. Os nossos amigos [europeus] precisam perceber que o Reino Unido deixou a UE para poder exercer um controlo democrático. Ainda estamos muito longe disso", afirmou o líder conservador, que se deverá reunir "nos próximos dias" com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A pouco mais de três semanas da rotura definitiva com a UE devido ao fim do período de transição, as negociações entre britânicos e europeus continuam bloqueadas nos mesmos três assuntos: acesso europeu às águas britânicas, como resolver disputas comerciais no futuro acordo e as garantias exigidas em Londres pela UE em termos de concorrência em troca do acesso sem tarifas nem quotas ao mercado único.

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