Boris Johnson considera "muito provável" um Brexit sem acordo

Primeiro-ministro britânico minimiza as potenciais consequências deste cenário. Alemanha e Irlanda ainda confiantes de que é possível um acordo.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou esta sexta-feira "muito provável" que o seu país corte laços com a União Europeia (UE) no fim do mês sem um acordo para a futura relação comercial. Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tinha dito que havia "poucas esperanças" de alcançar um acordo.

"Parece muito, muito provável que teremos que optar por um Brexit duro e sem acordo", disse à imprensa britânica, minimizando as potenciais consequências: "Acho que seria maravilhoso para o Reino Unido e que poderíamos fazer exatamente o que queremos a partir de 1 de janeiro", mas "seria diferente do que havíamos proposto".

O Reino Unido saiu da União Europeia em janeiro, mas continua a ser um membro informal até 31 de dezembro, quando accaba o período e transição durante o qual foi autorizado a continuar no mercado único e na uniõa aduaneira.

Ambas as partes dizem que querem chegar a um acordo, mas as negociações estão num impasse e Johnson disse na quinta-feira que havia uma "forte possibilidade" de não ser possível chegar a um acordo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu nesta sexta-feira os governantes dos 27 países do bloco que há poucas esperanças de alcançar um acordo comercial com o Reino Unido, segundo fontes europeias.

Alemanha e Irlanda acreditam que acordo ainda é possível

Os chefes da diplomacia alemã e irlandesa consideraram esta sexta-feira ser "ainda possível" concluir um acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido após o Brexit, apesar do atual impasse nas discussões.

"Acreditamos que é certamente difícil um acordo, mas ainda é possível", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, cujo país preside à UE até 31 deste mês, numa conferência de imprensa conjunta, em Berlim, com o homólogo irlandês, Simon Coveney.

"Ainda acreditamos que é possível ter um acordo comercial e governar as relações" entre o Reino Unido e a UE, afirmou, por seu lado, Coveney.

Maas salientou que a intenção é prosseguir com as negociações "enquanto houver uma janela aberta" e que é "claro" que se pretende alcançar um "acordo razoável".

Notícia atualizada às 17.00

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