Bolsonaro demite secretário da Casa Civil duas vezes em dois dias

Presidente do Brasil exonera, readmite e, pressionado pela opinião pública, exonera novamente Vicente Santini, membro do governo que usou e abusou de voos da força aérea brasileira em viagens internacionais.

Jair Bolsonaro demitiu Vicente Santini, secretário executivo da Casa Civil, na quarta-feira. E também nesta quinta-feira (30 de janeiro). O motivo para a exoneração repetida deveu-se a uma estranha readmissão do funcionário nesse intervalo de tempo.

O caso começou depois de o presidente da República ter dito publicamente que não gostou de saber que Santini tinha usado um voo da Força Aérea Brasileira em vez de um voo comercial para viajar para a Índia. A prática, não sendo ilegal, foi considerada "imoral' por Bolsonaro em conversa com a imprensa.

Só que, entretanto, Santini foi readmitido no governo, agora no cargo de assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil, auferindo apenas menos 382,75 reais (85 euros) do que no posto anterior - os dois salários eram na ordem dos 3800 euros.

Dada a repercussão negativa nas redes sociais e na comunicação social. Bolsonaro voltou a exonerá-lo. Pelo meio, a Casa Civil divulgou nota a dizer que "o presidente e Vicente Santini conversaram e o presidente entendeu que o Santini deve seguir colaborando com o governo".

De acordo com o portal G1, foram o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, filhos do presidente, que pressionaram o pai a manter Santini, de quem são amigos pessoais, no governo. Terão argumentado que Santini, durante a campanha, chegou a conseguir segurança extra para Michelle Bolsonaro, hoje primeira-dama.

Bolsonaro exonerou ainda o ministro interino da Casa Civil Fernando Moura, que assinou a renomeação de Santini. Tudo isto acontece durante as férias do ministro titular, Onyx Lorenzoni, em risco de perder o cargo na próxima remodelação governamental, segundo observadores.

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