Boeing 747 vai ser parque temático... no fundo do Golfo Pérsico

Inauguração do projeto do Bahrein está prevista para o verão. Avião comercial abatido, com 70 metros, será afundado para servir de divertimento aos mergulhadores lúdicos. Mas há quem fale de riscos ambientais

É um projeto das arábias. O plano é afundar nas águas cristalinas, e numa zona pouco profunda, do Golfo Pérsico, um Boeing 747 com 70 metros de comprimento e já fora de uso, para fazer do local um parque temático subaquático, destinado aos fãs do mergulho lúdico.

As autoridades do país tencionam ter o parque subaquático pronto a funcionar já a partir do próximo verão e, com isso, pretendem atrair um maior número de turistas que ali procuram aquele tipo de atividade. Há no entanto quem aponte para os riscos ambientais que o plano acarreta, noticia a CNN.

Não é frequente e, que se saiba, também não atrai multidões para o fundo mar, mas o afundamento de aviões para este efeito não é uma ideia nova. A ideia foi concretizada em 1993 ao largo de Miami, justamente com o mesmo tipo de avião comercial, nesse caso um 727, e com o mesmo objetivo de chamar os curiosos a desfrutar de uma experiência de mergulho diferente. No entanto, a atração durou apenas dois anos. Em 1995, o furacão Gordon destruiu o cenário subaquático.

Mais sorte teve um projeto anterior, com um Boeing 727, que levou igual destino em Mermet Springs, no estado americano do Ilinóis, em 1990, nesse caso para servir de cenário a um filme de ação. Desde então tem lá estado e parece ser popular entre os mergulhadores.

Agora chegou a vez do imenso 747 para o Golfo Pérsico. O avião estará a ser preparado e limpo de produtos potencialmente contaminantes, como metais pesados e hidrocarbonetos, segundo a Agência para a Promoção do Turismo do Bahrein, citada pela CNN. Mas há especialistas que não veem o projeto com bons olhos, como a especista em biologia marinha da Universidade de James Cook, na Austrália, Adriana Humanes.

Ouvida pela estação de televisão americana, a especialista alerta para a possibilidade de a corrosão causada pela água do mar libertar materiais perigosos, como metais pesados e hidrocarbonetos presentes na fuselagem, mesmo depois de removidas as principais fontes de contaminação.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG