Cameron prepara ponte aérea para resgatar 20 mil turistas britânicos

O governo de David Cameron está a preparar medidas de emergência para repatriar britânicos presos na região de Sharm el-Sheikh.

Há cerca de 20 mil turistas britânicos presos na região de Sharm el-Sheikh, no Egito, depois de o Governo britânico ter anunciado ontem a suspensão dos voos entre o Reino Unido e aquela estância balnear, por suspeitar que tenha sido uma bomba a causar a queda do avião russo, no sábado, no Sinai.

O governo de David Cameron está a preparar medidas de emergência para repatriar esses turistas, havendo já algumas largas dezenas à espera no aeroporto. Uma dessas medidas passa por enviar para a região aviões que tragam de volta os britânicos ao Reino Unido já a partir de amanhã.

Os turistas poderão embarcar na data prevista ou antecipar o regresso.

A zona será protegida pela Força Aérea e por navios de guerra e espera-se que a operação de repatriamento demore dez dias.

Hoje deveria haver 19 voos entre Sharm el-Sheikh e o Reino Unido, mas, na sequência da decisão do governo, já não se verificaram.

Os turistas estão a ser aconselhados a contactarem as suas agências de viagens, mas muitos queixam-se de falta de informação, informa a Sky News.

O primeiro-ministro britânico afirmou hoje que a operação pode demorar algum tempo, mas que é fundamental zelar pela segurança dos cidadãos britânicos. O primeiro-ministro reforçou ainda a sua convicção de que a queda do avião russo se deveu a uma bomba.

Rússia desvaloriza

A Rússia desvalorizou hoje as "especulações" sobre a queda do avião russo no Sinai, depois de o Reino Unido e os Estados Unidos terem admitido que ela pode ter sido provocada pela explosão de uma bomba a bordo.

"Todas as versões sobre o que se passou e as razões pelas quais isto aconteceu devem ser apresentadas pelos investigadores e, até agora, não ouvimos nenhum anúncio dos investigadores", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Todas as outras explicações são informações não confirmadas ou especulações", acrescentou.

O porta-voz da presidência russa assegurou que Moscovo "não pode afastar nenhuma versão" sobre as causas do acidente, mas insistiu que não houve até ao momento nenhuma conclusão.

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