Autor dos ataques de 2017 em Barcelona circula livremente pela Europa

O marroquino muda de país com regularidade e continua em contacto com grupos radicais

O homem que terá planeado os ataques de 17 de agosto de 2017 na Catalunha (nordeste de Espanha), que fizeram 16 mortos e 120 feridos, circula livremente por vários países europeus, noticiou hoje o jornal El Periódico.

"O terrorista está localizado, muda regularmente de país -- não precisaram se passou por Espanha -- e continua a entrar em contacto com outros grupos radicais", escreve o jornal catalão citando fontes próximas do inquérito aos atentados, que foram reivindicados pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

Há um ano, um homem conduziu uma furgoneta contra a multidão que passeavam na avenida mais turística de Barcelona, matando 14 pessoas, entre as quais duas portuguesas. O mesmo suspeito roubou mais tarde um automóvel, matando o homem que o conduzia

Horas depois, cinco cúmplices lançaram o automóvel em que seguiam contra pessoas que passeavam na cidade balnear de Cambrils (Tarragona), fazendo um morto.

Os seis autores materiais dos ataques, todos filhos de imigrantes marroquinos entre os 17 e os 24 anos, foram mortos pela polícia.

Nos primeiros meses de investigação, o imã marroquino Abdelbaki Es Satty, 43 anos, foi apresentado como o "cérebro" dos ataques e responsável pela radicalização de um grupo de jovens da pequena aldeia catalã de Ripoll.

Satty morreu na véspera dos ataques numa explosão acidental num apartamento em Alcanar, a 200 quilómetros de Barcelona, onde o grupo preparava explosivos.

Atualmente, "as forças de segurança consideram que o imã fazia a ligação com o autor moral dos ataques, que estaria 'numa cidade do centro da Europa", segundo o jornal.

As fontes do El Periódico não divulgaram no entanto "a nacionalidade ou a idade do 'cérebro' dos atentados, nem disseram se ele viveu em algum momento em Espanha".

Um porta-voz da polícia regional catalã ouvido pela agência France-Presse recusou comentar a notícia do El Periódico, afirmando que "tudo o que diz respeito a conexões internacionais" da célula que perpetrou os ataques está "abrangido pelo segredo de justiça".

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