Autor do tiroteio em sinagoga fez ameaças contra judeus nas redes sociais

"Todos os judeus têm de morrer", terá dito Robert Bowers, de 48 anos, quando começou a disparar indiscriminadamente na sinagoga de Pittsburgh. Antes do ataque, fez ameaças à comunidade judaica nas redes sociais.

O autor do tiroteio deste sábado na sinagoga Tree of Life, em Squirrel Hiil, Pittsburgh, no estado norte-americano da Pensilvânia, foi identificado como Robert Bowers. A CBS News e a televisão local KDKA, que citam fontes policiais, afirmam que o homem, de 48 anos, ameaçou a comunidade judaica horas antes do tiroteio na rede social Gab, associada a supremacistas brancos. O ataque fez 11 mortos e vários feridos, entre os quais quatro polícias. Dois civis estão em estado crítico.

"Todos os judeus têm de morrer", terá dito Bowers quando começou a disparar indiscriminadamente no templo, onde os fiéis estavam reunidos para uma cerimónia religiosa. Terá usado uma arma semiautomática AR-15 e várias pistolas, segundo vários meios de comunicação norte-americanos.

Ameaçou comunidade judaica antes do ataque

Duas horas antes do tiroteio, Robert Bowers ameaçou a comunidade judaica ao escrever na rede social Gab: "A HIAS [organização sem fins lucrativos que ajuda refugiados judeus] gosta de trazer invasores que matam a nossa população. Não consigo ficar sentado e ver o meu povo a ser massacrado. Que se lixe o teu ponto de vista, vou agir".

Nas redes sociais Gab e Twitter são muitas as mensagens antissemitas, entretanto eliminadas, que foram partilhadas e escritas pelo autor do tiroteio de Pittsburgh no último mês.

Nas publicações nega, por exemplo, o holocausto, defende teorias da conspiração contra os judeus, acusa-os de serem os responsáveis pelo aumento da imigração, que estão a destruir o planeta. No seu perfil, Bowers está em destaque a frase: "os judeus são os filhos de satanás". Mensagens que estão a ser investigadas pelas autoridades, adiantam os media norte-americanos.

Bowers afirmou também que não votou em Donald Trump e que considera o presidente dos EUA um "globalista" e não um "nacionalista".

Baleado pela polícia

A polícia respondeu ao tiroteio na sinagoga Tree of Life, em Pittsburgh, e foi recebida com disparos, tendo sido obrigada a usar os seus veículos como escudo. Quatro agentes ficaram feridos, bem como o atirador. As autoridades acreditam que Bowers terá agido sozinho.

"Não há uma ameaça para a comunidade", afirmou o diretor do departamento de Segurança Pública de Pittsburgh, Wendell Hissrich. O responsável afirmou aos jornalistas que o FBI está a investigar o tiroteio como um crime de ódio.

"É uma cena de crime horrível. Uma das piores que eu já vi e eu já estive em acidentes de avião", acrescentou Hissrich.

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