Austrália denuncia testes ginecológicos forçados no aeroporto de Doha

Passageiras que viajavam para a Austrália foram submetidas a estes testes, depois de ter sido encontrado um recém-nascido numa casa de banho no terminal.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Marise Payne, acusou hoje o Qatar de ter efetuado testes ginecológicos a passageiras de pelo menos dez voos durante a escala no Aeroporto Internacional de Doha, no início deste mês.

Camberra protestou nesta semana junto do Governo do Qatar por causa do tratamento "ofensivo" às mulheres, após o Canal 7 da televisão local ter noticiado que algumas passageiras que viajavam para a Austrália foram submetidas a estes testes no dia 2 de outubro, depois de ter sido encontrado um recém-nascido numa casa de banho no terminal do Catar.

A ministra australiana não especificou o número total de mulheres afetadas, as suas nacionalidades nem o destino final dos seus voos.

"Sabemos que foi tornado público que havia 18 passageiros", disse a governante, referindo-se às australianas afetadas como parte de um número indeterminado de mulheres de diferentes nacionalidades que também tiveram de fazer testes ginecológicos.

A chefe da diplomacia australiana reiterou que Camberra protestou contra o tratamento "extremamente inapropriado" e aguarda o resultado das investigações para ponderar os próximos passos.

As autoridades do Catar pediram desculpa pelo sofrimento causado e relataram que o recém-nascido foi encontrado num saco de plástico num caixote do lixo numa das casas de banho do aeroporto.

"Embora o objetivo das buscas decididas com urgência fosse impedir a fuga dos autores de um crime horrível, o Estado do Catar lamenta a angústia ou a violação das liberdades individuais que esta ação possa ter causado aos viajantes", indicaram as autoridades.

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