Ataque depois da reunião de Trump e Erdogan provoca 12 feridos nos EUA

Nove dos feridos foram transportados para o hospital

Um confronto na terça-feira à noite entre os guardas do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e manifestantes curdos provocou 12 feridos, entre eles um agente policial, disse esta quarta-feira a polícia de Washington.

O chefe da polícia da capital dos EUA, Peter Newsham, disse que nove dos feridos foram transportados para o hospital e qualificou o conflito como sendo um "ataque brutal contra manifestantes pacíficos".

A violência ocorreu do lado de fora da residência do embaixador da Turquia, onde o chefe de Estado turco foi, após a reunião na Casa Branca com o Presidente dos EUA, Donald Trump.

A polícia prendeu dois suspeitos que residem nos EUA, contra quem apresentou queixa, um por provocar ferimentos e o outro por agredir um membro das forças de segurança.

"A intervenção da polícia era arriscada porque havia pessoas que transportavam armas de fogo", acrescentou Peter Newsham.

"É possível que estejamos perante uma questão de imunidade diplomática", disse o chefe da polícia, acrescentando que isso não impede que a investigação continue.

O departamento de Estado norte-americano manifestou-se hoje, dizendo que compartilha, nos termos mais fortes, a sua preocupação para com o Governo turco.

A presidente da câmara de Washington (mayor), Muriel Bowser, disse, em comunicado, que este é "um violento ataque contra manifestantes pacíficos, o que é uma afronta aos valores de Washington" e aos direitos dos americanos.

Recep Tayyip Erdogan reuniu-se pela primeira vez, na terça-feira, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, com o objetivo de reaproximar os dois países e convencê-lo a não fornecer armamento às milícias curdas da Síria.

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