As notícias sobre o desaparecimento do gato de Assange foram muito exageradas, diz a Wikileaks

Onde está o gato de Assange? A pergunta encheu Facebook e Twitter desde que o líder da Wikileaks foi visto a ser arrastado para fora da Embaixada do Equador sem o bichano à vista. Agora, a organização resolveu sossegar os fãs do animal que Assange recebeu de presente há três anos, mostrando um vídeo (alegadamente) do animal. Dizem que está bem e se reunirá ao dono quando este estiver livre.

"Confirmamos que o gato de Assange está bem. Assange pediu aos seus advogados para o levarem quando estava a ser ameaçado pela embaixada, a meio de outubro. Reunir-se-ão de novo quando Assange estiver livre."

Foi este o tuite que a Wikileaks publicou no início da tarde de domingo, acompanhado de um vídeo de um gato (se é "o" gato ou não, o DN não conseguiu confirmar até à publicação desta notícia) em frente a um televisor com as imagens de Julian Assange a ser levado pela polícia inglesa da Embaixada do Equador em Londres, na quinta-feira. O tuite surge em resposta a inúmeras perguntas nas redes sociais e a vários artigos nos media sobre o possível paradeiro do gato (incluindo algumas teorias como "está escondido porque sabia de mais")

O gato, que viveu com Assange na embaixada a partir de 2016, tem uma conta de Twitter própria, "Embassy Cat", inaugurada a 9 de maio desse ano com uma foto do bichano aninhado no pescoço do líder da Wikileaks.

A conta deixou porém de publicar há mais de um ano. O último tuite é de 29 de março de 2018 e diz, paradoxalmente, respeito às notícias sobre o corte do fornecimento de internet a Assange na sequência de tuites a comentar a situação na Catalunha . Os equatorianos sustentaram que essas publicações violavam o acordo feito com o seu hóspede de que não interferiria nos assuntos de outros estados, e exigiram que apagasse os tuites.

Mas o gato, que responderia pelo nome de Michi e Cat/stro (segundo Assange numa entrevista à New Yorker ) foi notícia por outras razões, quando a Embaixada do Equador publicou um memorando com exigências feitas a Assange. Neste, entre a ordem para que este e os convidados mantivessem a casa de banho asseada, e a certificação de que o Equador não pagaria a sua comida nem gastos de lavandaria a partir de dezembro de 2018, estava um ultimato dizendo respeito ao gato: Assange tinha de tratar de alimentar o gato, mantê-lo tratado e limpar o que este sujava. "Se não lhe prestar a atenção devida, o chefe da missão solicitará ao senhor Assange que entregue a sua mascote a outra pessoa ou a um refúgio de animais fora da missão diplomática."

No caso de as condições não serem observadas, dizia o memorando, o asilo seria revogado. E acabou por sê-lo -- não sem antes o Michi ou Cat/stro ter desaparecido para parte incerta.

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