Apropriação cultural? Marca japonesa criticada por perucas de modelos

Na passerelle da Fashion Week de Paris, os modelos da marca Comme Des Garçons entraram diferentes do costume: a usar perucas com tranças, tipicamente associadas à cultura negra e africana. O facto de serem modelos de pele branca gerou contestação do público, que acusa a marca japonesa de apropriação cultural.

Aconteceu durante apresentação da coleção masculina outono-inverno da marca de roupa japonesa Comme Des Garçons. Assim que os seus modelos entraram em cena, para pisar a passerelle, de peruca na cabeça, acionaram uma avalanche de críticas do público. A marca está a ser acusada de apropriação cultural por ter vestido os seus modelos, principalmente homens brancos, com perucas de tranças normalmente associadas à cultura africana, segundo a BBC.

Nas redes sociais, os mais críticos consideraram a atitude ofensiva. "O vosso gozo sobre a cultura é doentio", escreve uma utilizadora do Twitter.

Mas o cabeleireiro da marca, Julien d'Ys, esclareceu: "a minha inspiração para a apresentação da Comme Des Garçons foi o príncipe egípcio, um visual que achei verdadeiramente bonito e inspirador" e não a cultura negra. "Um visual que foi uma homenagem. Nunca foi minha intenção magoar ou ofender alguém, jamais. Se eu fiz, peço desculpas profundamente", escreveu na sua página de Instagram.

Ainda nas redes sociais, há mesmo quem defenda a ideia da marca: "não é o papel da moda atravessar fronteiras, culturas e etnias? Moda e estilo são para todos", lembra um outro utilizador no Twitter.

Contudo, esta não é a primeira vez que a marca japonesa é centro de críticas. Em 2018, a empresa foi criticada por falta de diversidade étnica nas modelos femininas.

Além disso, outras marcas têm ficado debaixo dos holofotes também acusadas de apropriação cultural devido à apresentação dos cabelos dos modelos. É o caso da Valentino, em 2015, que também decidiu inspirar-se nas tranças tipicamente africanas.

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