Falso alarme em Berlim. Alunos retirados da escola após horas fechados nas salas

Após horas de buscas policiais e grande aparato de segurança que obrigaram vários alunos de uma escola de Berlim a ficarem retidos nas salas de aula, a polícia de Berlim assume que se terá tratado de um falso alarme. Estudantes já foram retirados

A polícia de Berlim já admitiu no Twitter que o alerta de segurança que levou a uma grande operação policial numa escola de Berlim terá sido afinal um falso alarme.

"No momento, estamos a presumir ter-se tratado de um alarme falso", escreveu a conta oficial da políca de Berlim no Twitter. A polícia já tinha revistado a escola durante horas, com ajuda das forças especiais.

"Sempre levamos a sério um alarme. A escola e nossos serviços de emergência devem sempre proceder nestes casos como se de uma emergência real se tratasse. Pedimos a vossa compreensão e agradecemos a vossa paciência. Como surgiu este falso alarme é algo que agora está a ser investigado", acrescentou a polícia.

Os policiais foram alertados sobre uma possível situação de perigo numa escola de Berlim por volta das 10.30. Durante várias horas, a polícia vasculhou a escola, esta sexta-feira, depois de ter sido gerado um alarme, por motivos não esclarecidos, noticiou a imprensa alemã.

Os estudantes da escola Max Taut foram aconselhados a permanecerem nas salas enquanto decorriam buscas. Perto das 15 horas locais (14h em Portugal), começaram a ser retirados sob escolta, depois de várias horas encerrados nas respetivas salas e com conselhos para não saírem nem mostrarem fotos das salas nas redes sociais, segundo informa o Berliner Morgenpost.

Junto ao edifício concentraram-se desde a manhã vários agentes armados com metralhadoras e uma força de bombeiros.

Através do Twitter, a polícia de Berlim informou sobre a situação. Adiantou que o alarme foi dado às 10.00 e que está no local, mas não tinha conseguido dar conta de nada de anormal.

No Twitter, surgiram várias descrições de pessoas que afirmam ser alunos da escola. Diziam estar na escola, fechados nas salas e sem saberem o que se passava.

"Seria bom se algumas informações pudessem chegar até nós. Estamos sentados aqui e não sabemos nada", escreveu um utilizador do Twiiter

A polícia respondeu aos alunos também no Twitter. "Caros alunos da Max-Taut-OSZ, os nossos colegas estão atualmente em operações na escola e estão a fazer um bom progresso. Sejam pacientes, por favor, continuem na sala de aula. Para ficarem seguros, por favor, não publiquem nenhuma foto das salas nas redes sociais! "

Até agora, nenhuma causa para o alarme foi encontrada. "A situação ainda não é clara", disse um porta-voz do corpo de bombeiros no local. "Nós, como corpo de bombeiros, estamos no local com cerca de 30 pessoas e garantimos atendimento médico", acrescentou.

Uma mãe informou ao Berliner Morgenpost pela manhã que esteve em contato com sua filha até cerca de 10.16 da manhã, mas nessa altura a filha teve que desligar o telemóvel. A turma - de 11º ano - teve que se barricar na sala de aula, com tudo às escuras. Conforme relato da filha, os alunos tiveram que sentar no chão sob as carteiras.

As ruas ao redor da escola foram praticamente isoladas durante a operação e os percursos de transportes públicos foram interrompidos ou desviados durante as medidas policiais.

À tarde, os alunos puderam sair novamente do prédio, com as turmas escoltadas individualmente para fora da escola e a polícia assumiu então ter-se tratado possivelmente de um falso alarme.

* atualizado às 15.22

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