Administração Trump reforça ameaças a Maduro

Escalada verbal nas retórica dos EUA face ao governo venezuelano. Washington promete "uma resposta significativa" caso os seus diplomatas sejam ameaçados.

O conselheiro nacional de segurança de Donald Trump, John Bolton, afirmou este domingo que ameaças do regime de Nicolas Maduro a diplomatas norte-americanos ou ao autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, terão uma "resposta significativa" por parte dos EUA.

Bolton escreveu ainda que o mesmo se aplicará a ameaças aos membros da Assembleia Nacional - cuja legitimidade o presidente da Venezuela não reconhece.

O aviso deste alto responsável da administração norte-americana surge um dia depois de os EUA e mais uma vintena de outros países já terem reconhecido Juan Guaidó como presidente interino daquele país.

Bolton salientou também que é "bem conhecido" o "apoio e controlo" das forças de segurança e paramilitares venezuelanas pelo regime cubano.

Nicolás Maduro já disse que Guaidó e os seus apoiantes estão a levar a cabo um "golpe de Estado" - mas manifestou-se ao mesmo tempo disponível para dialogar. Considerando, no entanto, "insolente" o facto de vários países europeus - entre os quais Portugal - lhe terem exigido que dentro de uma semana inicie um processo de eleições gerais no país.

Na quinta-feira passada, Maduro cortou relações com os EUA, exigindo ao pessoal diplomático norte-americano que abandonasse o país em 72 horas. O MNE venezuelano depois retiraria a ordem.

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