Abatido soldado tailandês que matou 26 pessoas e feriu 57

Após 16 horas, as autoridades tailandesas abateram o soldado que matou 26 pessoas e atirou sobre outras 57 dentro de um centro comercial na cidade de Korat.

Pelo menos 26 pessoas morreram e 57 ficaram feridas no tiroteio perpetrado por um soldado no nordeste da Tailândia, anunciou hoje o primeiro-ministro tailandês. As autoridades policiais confirmaram ainda que abateram a tiro o autor do tiroteio, um homem de 32 anos que foi postando vídeos no Facebook (já apagados).

"Não há precedentes na Tailândia e quero que esta isto nunca mais aconteça", declarou Prayut Chan-O-Cha, em conferência de imprensa, num hospital de Nakhon Ratchasima, para onde foram levadas as vítimas do ataque.

Dos 57 feridos, 25 já tiveram alta, indicou. Nove serão sujeitos a intervenções cirúrgicas, diz o Bangkok Post.

Uma das vítimas mortais é um polícia que tentou entrar no centro comercial.

"Foi como um sonho... Agradeço ter sobrevivido", disse ao Bangkok Post Sottiyanee Unchalee, uma mulher de 48 anos. Escondeu-se na casa de banho de um ginásio do centro comercial quando começou a ouvir os tiros, relatou. "Lamento pelos que perderam a vida e os que ainda estão lá dentro", afirmou ao jornal tailandês.

Entrincheirado durante 16 horas

O chefe do Governo tailândês acrescentou que o motivo do atacante era pessoal e relacionado com um conflito devido à "venda de uma casa".

De acordo com o canal de televisão Thai Rath, que citou fontes policiais, o soldado, de 32 anos, identificado como Jakrapanth Thomma, esteve entrincheirado durante 16 horas no centro comercial Terminal 21 Korat, em Nakhon Ratchasima, cidade também conhecida como Korat.

Segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press, no sábado e antes de se dirigir para o centro comercial, o soldado matou um outro soldado e uma mulher e feriu uma terceira pessoa, aparentemente devido a uma disputa de terras. O soldado terá roubado armas num campo militar.

Após a morte do agressor, a polícia está a vasculhar o prédio em busca de possíveis explosivos escondidos no edifício.

As forças especiais tailandesas levaram cerca de seis horas para entrar e controlar todo o edifício de forma a retirar as mais de 100 pessoas que estavam retidas no interior.

O militar retransmitiu o ataque com fotografias e vídeos colocados no seu perfil do Facebook, que foi posteriormente desativado e que mais uma vez revela o impacto que as redes sociais têm nesse tipo de situações.

Imagens das câmaras de videovigilância do centro comercial Terminal 21 mostram um jovem vestido de camuflado a passear com uma arma em punho enquanto os clientes assustados procuram fugir e se escondem nas cozinhas dos restaurantes, caixas registadoras, sustendo a respiração e pondo os telefones no silêncio, conta o The New York Times .

[Artigo atualizado às 14:17 com informações sobre o ataque do soldado tailandês que fez quase 30 mortos]

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