A solidão de Urdangarin: "Por favor, falem comigo senão dou em doido"

O cunhado do rei Filipe, Iñaki Urdangarin, detido pelo caso Nóos, tem enfrentado na cadeia o isolamento. O ex-duque de Palma dá agora sinais de que não está a aguentar a solidão extrema.

"Por favor, falem comigo senão dou em doido". Foi esta a mensagem que Iñaki Urdangarin passou aos funcionários da prisão de Brieva, onde se encontra detido pelo caso Nóos, conta o jornal espanhol El Mundo. Alojado num pequena cela individual desta cadeia em Ávila, ele é o único homem preso nesta cadeia de mulheres.

O mesmo jornal garante que o marido de Cristina de Borbón tem lutado contra a sua penitência e isolamento recorrendo ao desporto extremo. Iñaki Urdangarin tem corrido num espaço, apenas com sete metros de largura e 25 de comprimento, durante horas e só para quando está exausto. Ele faz isto numa sala claustrofóbica, que faz lembrar um longo corredor entre paredes de cimento.

Os funcionários que lidam com ele dizem que corre "para evitar de pensar". Chegaram a comentar com Urdangarin o seu peso, para quebrar o gelo com o marido da infanta Cristina, que não lhes dava a mais pequena confiança. Educadamente, sempre quis manter a distância.

Dia após dia, o antigo jogador de andebol repete a mesma rotina na prisão. Assiste à televisão, lê, e quando a solidão o assalta, vai correr, até fora do horário permitido para o fazer. Os funcionários da prisão dizem, no entanto, que até agora não tinha dado sinais de desânimo e que os abordava com uma "educação requintada", sem nunca exteriorizar qualquer assunto de natureza privada.

Nem uma única palavra sobre o que sente ou sofre, dos seus filhos e da mulher, da inocência que proclamou em julgamento ou de qualquer ressentimento contra a Casa Real por não o ter defendido. Nem sequer as notícias da atualidade tem abordado, chegando a ter um "hermetismo perturbador".

O isolamento na prisão e a solidão auto-imposta parecem estar agora a afetá-lo bastante, já que procurou criar uma nova ponte de diálogo com os funcionários da prisão da Brieva.

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