Premium A raiva de Hemingway por a mulher ter desembarcado primeiro no Dia D

A repórter Martha Gellhorn esteve nas primeiras horas do desembarque na Normandia, faz hoje 75 anos. O marido, o escritor Ernest Hemingway, também a trabalhar como jornalista, chegou depois, mas fez questão de só o nome dele vir na capa da Collier's. Um ano depois, estavam divorciados.


Fingiu que estava no cais para entrevistar enfermeiras, escondeu-se na casa de banho de um navio hospital e só saiu de lá quando percebeu pela agitação que a costa francesa estava perto. Foi assim que Martha Gellhorn se tornou a única mulher a desembarcar no Dia D na Normandia, em Omaha Beach. Uma façanha jornalística que reforçou a fama da americana mas desgostou Ernest Hemingway, também repórter de guerra e romancista já consagrado. Gellhorn era a sua terceira mulher e se a relação já andava mal desde os tempos de ambos na Guerra Civil Espanhola (com traições cruzadas), a verdade é que o escritor nunca aceitou ter ficado para trás a 6 de junho de 1944 e o divórcio não tardou mais de um ano, acabando o casamento ao mesmo tempo que a Segunda Guerra Mundial.

Hemingway era nove anos mais velho do que Gellhorn e estava casado pela segunda vez quando conheceu a jornalista numa festa na Flórida em 1936. Em comum tinham as origens no Midwest, ele nascido no Illinois, ela no Missouri. Também partilhavam a paixão pela reportagem em terrenos perigosos e não tardou que estivessem juntos em Espanha, a cobrir a Guerra Civil. Tornaram-se um dos casais famosos do conflito, a par da dupla de fotógrafos Robert Capa e Gerda Taro.

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