A CDU de Merkel continua a perder apoio entre os eleitores

O partido conservador de Angela Merkel, União Democrata Cristã (CDU), tem vindo a perder a popularidade e a confiança dos eleitores com as políticas para lidar com a crise de refugiados.

Naquele que é um dos maiores desafios da sua carreira enquanto chefe do governo alemão, Merkel afirma que o país está preparado para lidar com o fluxo migratório e defende a sua política de portas abertas com afinco, mas a oposição não partilha a mesma opinião e muitos dos eleitores querem mesmo ver as fronteiras fechadas na Alemanha.

Os resultados de uma sondagem realizada pelo INSA, citada pela Reuters, revelam que, nas últimas semanas, o partido conservador da chanceler alemã tem vindo a perder o apoio dos eleitores em dois dos três estados que vão a eleições no próximo domingo dia 13 de março.

No estado Bade-Vurtemberga o apoio à CDU caiu de 30% em fevereiro para 28,5% e no estado da Alta Saxónia perdeu 0,5% dos votos em relação aos 29,5% registados na sondagem anterior. O estudo revelou ainda que, no estado da Renânia-Palatinado, o partido conservador divide agora a liderança com Partido Social-Democrata (SPD). Ambos os partidos, que estão coligados a nível federal, surgem empatados com 35% das intenções de voto.

Com uma população combinada de 17 milhões, estes três estados federados constituem cerca de um quinto da população da Alemanha, que tem, no total, 81 milhões de habitantes.

Um fraco resultado nas eleições estatais de domingo aumentaria a pressão sobre Angela Merkel para rever as políticas de migração antes das eleições federais de 2017.

No passado domingo a CDU conquistou uma vitória no estado de Hesse, mas com uma margem de apenas 0,2% sobre os 28% do SPD. A cada vez mais popular Alternativa para a Alemanha (AfD) foi o terceiro partido mais forte com 13,2% dos votos.

Numa outra sondagem da INSA, publicada também pelo jornal Bild, a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido eurocético e anti-imigração, surge em terceiro lugar com 11,5% das intenções de voto a nível federal.

Embora nas legislativas de 2013 tenha conquistado 4,7% dos sufrágios expressos, falhando a entrada no Bundestag, o partido populista tem vindo ganhar mais força num país dividido sobre a crise dos refugiados.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG