28 anos depois, voltou a nascer um bebé em Ostana

Pequena aldeia no norte de Itália está a celebrar o nascimento de Pablo, a primeira criança de Ostana desde 1987

O parto foi em Turim a 22 de janeiro, mas a naturalidade do bebé Pablo é Ostana, uma pequena aldeia no norte de Itália onde nenhuma criança nascia desde 1987. Em Ostana, vivem hoje 85 pessoas, ainda que só metade da população ali resida durante o ano inteiro, refere o jornal italiano La Stampa, que divulgou a história da família de José Berdugo Vallelago, um espanhol de 36 anos, e Silvia Rovere, uma italiana de 41, pais do recém-nascido que agora veio encher a cidade de esperança.

Há cinco anos, o casal e a filha mais velha, Clara, tinham bilhetes de ida comprados para a Ilha da Reunião. Silvia e José conheceram-se em Turim e tinham decidido passar pelo menos um ano na ilha do Oceano Índico, sobretudo depois de Silvia ter descoberto que estava grávida pela segunda vez: a ideia era viver a maternidade num clima tropical.

Pouco antes da partida, souberam que o refúgio de montanha em Ostana, no Vale do Pó, precisava de nova gestão e apresentaram um projeto. Já com duas meninas, Clara e Alice, mudaram-se de armas e bagagens para a região, onde em 2016 nasceu o terceiro filho, Pablo, para gáudio da população local.

Giacomo Lombardo, o presidente do município, diz que a chegada de Pablo é "um sonho tornado realidade": no início dos anos 90 do século passado, Ostana tinha cerca de 1000 habitantes, número que vinha caindo desde a Segunda Guerra Mundial. "O verdadeiro declínio começou em 1975, tivemos 17 bebés entre 1976 e 1987, que foi quando nasceu o último rapaz, até chegar o Pablito", disse Lombardo ao La Stampa.

Na última década, a luta contra o despovoamento tem sido uma das prioridades na região italiana e Ostana não fica à parte: além do refúgio de montanha, foram abertos dois restaurantes, um bar, uma loja e uma unidade de turismo rural. Tudo razões que fazem crer que a população de Ostana pode continuar a aumentar. Para a ocasião do nascimento de Pablo, a aldeia reuniu-se numa festa e, à entrada, foi colocada uma cegonha com um embrulho azul pendurado no bico.

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