Walmart "esconde" Cosmopolitan por ter demasiado sexo

As lojas americanas Walmart retiraram a revista feminina dos escaparates perto das caixas, passando esta apenas a ser vendida na zona dedicada à imprensa

A revista feminina Cosmopolitan foi "escondida" pela rede de supermercados americano Walmart dos escaparates perto das caixas registadoras. Se anteriormente a publicação podia ser encontrada por toda a loja, agora vai estar apenas disponível na secção dedicada à imprensa.

Tudo por ter sido considerada pela superfície comercial como uma revista com demasiado sexo na capa e com temas degradantes para as mulheres.

"A Cosmopolitan não merece mais ser vendida neste lugar de honra. A partir de agora, quem quiser comprá-la deve procurá-la na secção de revistas", disse a Walmart, que tem mais de 5 mil lojas nos EUA.

A Cosmopolitan é das revistas femininas mais vendidas, apesar de as vendas terem caído nos últimos anos. Em dezembro de 2014, vendeu 576.550 exemplares, enquanto no período homólogo do ano passado, as vendas baixaram para as 190.487 revistas vendidas.

Os conteúdos feministas publicados na capa do título não têm angariado simpatias, sobretudo, depois do aparecimento de movimentos como o #MeToo.

O Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE siglas em inglês) é um dos que tem lutado pela não exploração sexual da imagem feminina. Foi este organismo que fez um pedido formal ao Walmart para que a revista deixasse de estar visível durante uma ida às compras em família.

Com essa mudança, de acordo com o que Haley Halverson, vice-presidente de promoção e divulgação do NCOSE, disse à Merca20, "quer-se uma cultura que respeite as mulheres e garanta que a sua dignidade seja entendida".

Segundo um estudo da plataforma She Knows, 94 por cento das mulheres dizem que o uso de imagens femininas na publicidade enquanto "símbolo sexual" é prejudicial, e 71 por cento admite que as empresas deveriam ser mais responsáveis quando apostam neste tipo de propaganda.

Outra pesquisa, desta vez realizada pela Havas Media, revela que 5 em cada 10 mulheres e 4 em cada 10 homens não apreciam a forma como as mulheres são representadas na publicidade em geral.

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