Produção do "Big Brother" espanhol denuncia caso de abuso sexual no programa

Responsável da direção apresentou queixa na polícia após testemunhar alegada agressão. Um concorrente foi expulso e outra aconselhada a sair

Um responsável pela produção do "Big Brother", em Espanha, apresentou queixa na polícia no passado sábado, dia 4 de novembro, denunciando um episódio de abuso sexual que ocorreu durante o programa.

Segundo o El País, o responsável deslocou-se até à Guardia Civil de Colmenar Viejo, município de Madrid, para dar conta de uma "relação sexual não consentida entre um homem e uma mulher, que são atualmente parceiros, dentro de um dos quartos onde se desenvolve o programa", detalhando que a mulher estava bastante alcoolizada e que o homem se tapou a ele e à mulher com um edredão, pelo que não foi possível ver o que acontecia com exatidão. Porém, e perante "o contexto", decidiu levar as imagens - que não foram divulgadas - às autoridades, comunicando o episódio.

Fontes da Guardia Civil, citadas pelo El País, revelaram que a polícia ainda não teve acesso ao vídeo e pedem cautela, já que a denúncia não foi apresentada pela alegada vítima.

No mesmo sábado em que foi apresentada a queixa na polícia, um dos concorrentes, José María, foi expulso do programa. Outra das concorrentes, Carlota, abandonou a casa do "Big Brother" de forma temporária, aconselhada pela equipa de psicólogos que acompanha o formato.

Num comunicado partilhado nas redes sociais, em nome do programa, a direção informa que o concorrente José María foi expulso devido a uma conduta "intolerável" e que a concorrente Carlota saiu por ser considerado "oportuno", mas que a porta "continua aberta para ela".

Já esta segunda-feira, o grupo Mediaset, que produz o "Big Brother" espanhol e outros formatos televisivos, emitiu um comunicado reiterando que um concorrente foi expulso devido a um comportamento "que a produtora considerou intolerável" e do qual foi dado conhecimento à Guardia Civil. "Permanecemos atentos aos resultados da investigação e ao esclarecimento total dos feitos, respeitando a intimidade das pessoas afetadas", remata a mesma nota.

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