"Playboy" aumentou as vendas desde que vetou o nu integral

A "Playboy" faz um balanço positivo desde que, em abril passado, fez mudanças na linha editorial

Seis meses depois de ter vetado o nu integral nas suas páginas, a Playboy aumentou em 28,4% as vendas em banca nos Estados Unidos. Para responder à crescente procura por parte dos leitores, anunciou que vai lançar, em 2017, uma aplicação própria para iTunes e Google Play.

Os dados da Alliance for Audited Media revelam que, neste período de meio ano, foi vendida uma média de 47.203 exemplares da revista (em março deste ano a média era de 36.762). Apesar dos números promissores, as mesma empresa norte-americana de auditoria adianta que as assinaturas sofreram uma queda de 23,2% (para 582.765 exemplares).

Os valores eram esperados pelos responsáveis da publicação, já que uma Playboy sem nu integral iria agradar a novos leitores, mas desagradar a antigos. "Ainda assim, estamos satisfeitos com o número de novos assinantes, que somam mais de 100 mil desde o início do ano, o que indica que a revista está a começar a gerar interesse num novo grupo", disse Scott Flanders, diretor executivo da revista, ao New York Post, acrescentando que, quando iniciaram este processo, estavam "à espera de um decréscimo de 50 mil leitores".

Recorde-se que, este mês, a revista publica pela primeira vez uma imagem de uma mulher com um hijab (lenço que cobre a cabeça). Noor Tagouri, de 22 anos, é uma jornalista norte-americana, muçulmana, e surge na revista no contexto de uma rubrica que dá pelo nome de "Renegados 2016" - pessoas que "arriscaram tudo, até as suas vidas, para fazer o que gostam, mostrando-nos o que se pode conquistar se quebrarmos as regras". "Faço o melhor que posso para não me preocupar com as pessoas que se incomodam com o que tenho vestido ou com o que digo", diz Tagouri na entrevista.

Fundada em dezembro de 1953 por Hugh Hefner, a Playboy chegou a vender mais de cinco milhões de exemplares. Marilyn Monroe, completamente vestida, foi a primeira estrela a aparecer na capa. A decisão de retirar o nu integral das páginas da revista prendeu-se com as imagens que, nos dias que correm, se encontram à disposição de todos na internet. "Estamos a um clique de qualquer ato sexual imaginável grátis. Lutámos e ganhámos, agora estamos ultrapassados", justificou Flanders na altura.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG