Partida para a Guerra Colonial em 1961

Militares embarcam no navio Niassa, no cais de Santa Apolónia, em Lisboa. O destino é Angola. As famílias despedem-se. Ninguém imagina que a guerra durará mais de uma década

O ano do início do fim. 1961. Guerra em Angola, ocupação da Fortaleza de São João Batista de Ajudá pelo Benim, anexação de Goa pela Índia. O império português estava ameaçado de morte como nunca em cinco séculos. E a resposta possível foi o envio de um corpo expedicionário para Angola a 21 de abril, em reação ao levantamento do MPLA em Luanda e aos massacres da UPA no Norte. No cais de Santa Apolónia, em Lisboa, as famílias juntaram-se para a despedida aos militares. Estes embarcaram em fila ordenada no Niassa e da amurada gritaram "Viva Portugal". O DN a 22 de abril dava honras de primeira página ao embarque das tropas. "Aclamando Portugal e o exército e cantando o hino nacional partiu ontem para Angola uma força expedicionária" era o título, mostrando otimismo sobre uma rápida solução do conflito. Mas a Guerra Colonial duraria até 1974, e seria combatida em três frentes africanas. Hoje, em Portugal, há mais de 300 monumentos aos que combateram por um país que estava condenado a ser de novo só europeu. E Angola e mais quatro nações africanas de língua portuguesa são hoje independentes.

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