Nicolau Santos pede desculpas a Romualda Fernandes e ao grupo parlamentar do PS

Presidente do Conselho de Administração diz que há que "responsabilizar quem deve ser responsabilizado, sancionar quem tem de ser sancionado"

O PCA da Lusa pediu esta sexta-feira desculpas à deputada Romualda Fernandes e ao grupo parlamentar do PS pela divulgação de uma notícia pela agência, defendendo que há que "responsabilizar quem deve ser responsabilizado, sancionar quem tem de ser sancionado".

"A Lusa colocou na linha uma notícia sobre a Comissão de Revisão Constitucional que atinge os mais sagrados valores da Agência, a do respeito pela dignidade humana e pela não discriminação de qualquer pessoa pela sua raça, sexo ou religião", começa por sublinhar, em comunicado, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da agência de notícias, Nicolau Santos.

A Direção de Informação da agência Lusa informou esta sexta-feira que aceitou o pedido de demissão do editor de Política, José Pedro Santos, após uma notícia que identificava "de modo inaceitável" uma deputada do Partido Socialista (PS) e que, "tendo em vista o dano moral e reputacional provocado na imagem da agência, instaurou um processo de averiguações" ao jornalista que escreveu a notícia, a fim de apurar as circunstâncias em que a notícia foi elaborada".

Para o PCA, "o que aconteceu é gravíssimo, violando o Código Deontológico dos Jornalistas e o código de conduta da Agência, colocando em causa todos os que trabalham" na Lusa.

"A situação é ainda mais violenta por afetar dramaticamente a imagem da Lusa nos países africanos de língua oficial portuguesa, que são pedras basilares da afirmação estratégica da Lusa no mundo", realça Nicolau Santos, acrescentando que "todo o prestígio e credibilidade da Lusa nesses países e junto das respetivas comunidades que residem em Portugal são fortissimamente atingidos com este tristíssimo episódio".

O PCA da Lusa considera que "é por isso indispensável, em primeiro lugar, pedir humildemente desculpas públicas à deputada Romualda Fernandes".

"Este pedido de desculpas é extensivo à sua família, ao grupo parlamentar onde se insere e a todos os que se sentem justamente ofendidos por este episódio em Portugal ou no estrangeiro", diz.

No comunicado, Nicolau Santos refere que a Direção de Informação "tomou de imediato posição, mostrando que se mantém fiel aos princípios que sempre nortearam a Agência e dando conta de que está a averiguar o que se passou, mas garantindo que serão retiradas as devidas consequências para que não volte a acontecer".

"A produção noticiosa não é imune a erros, omissões, enviesamentos mas o que se passou vai muito para lá disso. Há que retirar ilações, responsabilizar quem deve ser responsabilizado, sancionar quem tem de ser sancionado", defende Nicolau Santos.

Segundo afirma, "os mais de duzentos jornalistas da Lusa, presentes em cinco continentes e 21 países, lutam diariamente por produzir uma informação rigorosa, fiável, isenta, independente, equidistante, plural e multicultural".

"Estes valores, que nos norteiam desde a fundação da Agência em 1987, vão continuar a ser sempre o alfa e ómega do nosso comportamento - e são a melhor forma de lutar contra a desinformação, a manipulação, a discriminação, o sexismo, o racismo, a xenofobia e todos os extremismos", conclui o PCA da Lusa.

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