Mistérios e teorias para a segunda temporada de "Stranger Things"

O próximo ano reserva o regresso de uma das mais populares séries da Netflix. Os criadores, os irmãos Duffer, reagem às teorias da conspiração

Não havia escapatória possível a uma segunda temporada. "A série foi lançada à meia-noite de uma sexta-feira e, quando acordámos e vimos a quantidade de pessoas que já tinham visto os episódios todos, e que falavam no Twitter sobre eles, foi de loucos. Daí em diante, foi como uma avalanche." Palavras de Matt e Ross Duffer, conhecidos simplesmente como irmãos Duffer, ou os criadores de Stranger Things. Aquele que é um dos mais recentes fenómenos carimbados pela Netflix conseguiu fazer, nos seus primeiros 16 dias de vida, o que se pensava ser impossível: conquistou 8,2 milhões de espectadores - segundo dados obtidos pelo Business Insider -, superando os resultados de pesos-pesados como House of Cards ou Narcos.

Não é surpreendente, pois, que a trama protagonizada por Winona Ryder tenha sido um dos catalisadores de que a plataforma de streaming precisava para, no terceiro trimestre deste ano, ter conquistado mais 3,6 milhões de subscritores e ter visto as suas ações subir mais de 20% - revelou ontem o CEO da Netflix, Reed Hastings.

As expectativas para a segunda temporada, com estreia marcada para 2017, estão, naturalmente, elevadas. O que se pode esperar do novo leque de episódios é a questão para a qual todos querem resposta. "As possibilidades são infinitas. Estamos a fazer crescer a mitologia da história de forma a que as personagens acabem como nós queremos", revelou, sem mais detalhes, Matt ao The Hollywood Reporter. O seu irmão, Ross, assegura ainda que "esta segunda temporada vai estar sempre em crescendo, como uma montanha-russa que não para de subir, até atingir um incrível clímax".

Teorias da conspiração

Enquanto os nove novos episódios não chegam - e já que os irmãos Duffer insistem em não levantar a ponta do véu - os fãs têm-se entretido, nas redes sociais, a tentar desvendar os mistérios da primeira temporada e a prever o rumo que Stranger Things irá tomar. Estará Eleven viva ou morta? - de recordar que a personagem de Millie Bobby Brown, no último episódio, se sacrificou para salvar a cidade de uma força demoníaca. Há quem apoie a teoria de que Eleven estará escondida na floresta, a cuidado do agente Hopper, mas há também quem defenda que a atriz de 12 anos não voltará ao elenco.

Prevê-se ainda uma segunda temporada focada no passado de Hopper, que explique como a sua filha perdeu a vida. Nesse sentido, já há fãs que esperam que a personagem de David Harbour venha a acolher Eleven, a protegê-la e a tratá-la como a sua própria filha, para colmatar a perda.

A série que marcou a estreia de Winona Ryder em televisão, e que já tem dois novos nomes confirmados no elenco da segunda temporada - Dacre Montgomery e Sadie Sink -, tem também levado os espectadores a questionar a orientação sexual de Will, filho da personagem da conceituada atriz, cujo misterioso desaparecimento desencadeia, inicialmente, os eventos sobrenaturais de Stranger Things.

O ator Noah Schnapp apercebeu-se da dimensão que o debate estava a tomar e, nesta semana, decidiu intervir. "Um autor chamado Gary Schmidt veio falar à minha escola e disse que as boas histórias não devem dar respostas, porque senão nunca nos questionamos e acabamos por esquecê-las. Um bom livro, ou uma boa série, deixa muitas perguntas por responder e faz-nos pensar. Para mim, o facto de o Will ser, ou não, gay não interessa. Stranger Things é sobre um grupo de miúdos fora do comum que se encontram uns aos outros. Eu posso ter apenas 12 anos, mas sei que todos nós sabemos o que é ser diferente. E é por isso que os Duffer escreveram a série desta forma. Para que vocês fizessem todas essas perguntas. Espero que a verdadeira resposta nunca seja revelada."

E se todas estas teses estiverem erradas? Talvez seja um bom sinal, um indício de que a segunda temporada vai conseguir surpreender e superar expectativas. "Algumas das teorias dos fãs online são fantásticas. A maioria delas está errada, mas outras estão perto da verdade", conclui Matt. Ross reforça: "São teorias elaboradas e inteligentes. Não são nada descartáveis."

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