Tribunal de Sarajevo condena 11 bosníacos muçulmanos por crimes de guerra

Um tribunal de Sarajevo condenou hoje 11 bosníacos (muçulmanos) a prisão por crimes cometidos na guerra civil na Bósnia (1992-1995), três por violação de uma adolescente sérvia e oito por violências em campos de detenção contra civis sérvios e croatas.

Oito responsáveis políticos, militares e policiais foram reconhecidos culpados de terem concebido e dirigido três centros de detenção perto de Sarajevo, onde perto de 1.000 sérvios e croatas bósnios, todos civis, estiveram detidos, anunciou o tribunal.

Os detidos foram torturados, espancados e sujeitos a trabalho forçado. Segundo fontes policiais, algumas dezenas de detidos foram mortos nos três locais.

Mustafa Djelilovic, eleito para o município de Hadzici, perto de Sarajevo, e Nezir Kazic, um oficial do exército bósnio (Armija, maioritariamente muçulmano) foram condenados a dez anos de prisão, as penas mais pesadas, segundo um comunicado do tribunal bósnio para os crimes de guerra.

Num processo paralelo, dois ex-militares bosníacos foram condenados individualmente a cinco anos de prisão e um terceiro a seis anos de detenção, pela violação em Sarajevo, em maio de 1993, de uma adolescente sérvia, que também foi espancada.

Segundo diversas estimativas, mais de 20.000 mulheres e jovens raparigas foram vítimas de violações, utilizada como uma "arma de guerra" durante o conflito.

A guerra civil na Bósnia-Herzegovina provocou cerca de 100.000 mortos e mais de dois milhões de refugiados e deslocados, num país atualmente com 3,5 milhões de habitantes.

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