Monsanto. Exposição celebra os 90 anos do parque florestal

A exposição "9 décadas do Parque Florestal de Monsanto" foi inaugurada no dia 22 de abril, Dia Mundial da Terra, e estará patente no Centro de Interpretação de Monsanto (CIM) até ao final do ano. Marca o início das comemorações dos 90 anos do parque.

A construção desta exposição envolveu uma equipa multidisciplinar de jornalistas, editores, fotógrafos, realizadores e editores de imagem. Surgiu da vontade de trabalhar a memória viva do parque que foi "preservada naqueles que o construíram, dos que se lembram de quem o construiu e dos que continuam a construir", diz a organização. Além de arquivos, bibliotecas, videotecas, cinematecas e outros, também se recorreu a entrevistas com pessoas que viveram o parque e a sua construção, através de memórias voluntárias e involuntárias.

O Parque Florestal de Monsanto foi dinamizado por Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas de Salazar, que chegou a classificar esta obra de "superior interesse público", o que permitiu que o projeto de florestação, a formação da equipa encarregue de desenhar o novo parque e os processos de expropriação dos terrenos fossem realizados em tempo recorde. O projeto contou também com o contributo do arquiteto Francisco Keil do Amaral, que se juntou à equipa da Câmara de Lisboa para desenhar o parque.

Foram criados diversos equipamentos para a população como os miradouros Moinhos do Mocho, Moinho de Alferes, Pedreira do Penedo, Luneta dos Quartéis e também o parque infantil do Alvito, a Casa de Chá de Montes Claros e o Clube de Ténis de Lisboa. Um dos principais pontos de interesse foi o Panorâmico do Monsanto, que chegou a funcionar como restaurante mas hoje está reconvertido em miradouro, com vista a 360º para a cidade de Lisboa e o rio Tejo. O facto de o parque, por um lado, estar dentro da cidade, mas por outro afastado da azáfama da capital, permitia que Monsanto se isolasse facilmente e se transformasse num circuito autónomo de estradas, o que, durante anos, colocou o parque no mapa dos desportos motorizados, chegando até a receber uma prova de Fórmula 1 em 1953.

O plano de ordenamento e revitalização lançado pela Câmara de Lisboa em 1991, foi uma intervenção ambiciosa que inaugurou o Parque da Serafina, reabilitou o Parque do Alvito e o Parque do Calhau, criou o Centro de Interpretação de Monsanto e um parque ecológico, identificado atualmente como Espaço Biodiversidade. E devolveu as pessoas ao parque. S.S.

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