Presidente do Metro de Lisboa espera definir esta quarta-feira prazo para a reabertura

Vítor Domingos dos Santos confiante em "reduzir os prazos" da interrupção da Linha Azul no troço entre Laranjeiras e Marquês de Pombal, após desabamento ocorrido terça-feira que provocou ferimentos ligeiros em quatro pessoas.

O Presidente Executivo do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingos dos Santos, mostrou esta quarta-feira confiança em, "com um bocadinho de sorte", "reduzir os prazos" da interrupção da Linha Azul no troço entre Laranjeiras e Marquês de Pombal.

O responsável diz que a "operação está a decorrer mais ou menos normal" e espera já esta quarta-feira à tarde "definir um prazo" para a reabertura.

Segundo Vítor Domingos dos Santos, que até é engenheiro civil, o Metro de Lisboa aguarda a aprovação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para tapar o buraco, que "já está pronto para ser tapado".

Sobre os transtornos causados aos passageiros, o presidente executivo da empresa agradece o esforço da Fertagus, CP e Carris, apesar do elevado número de pessoas que tem sido visto a andar muito a pé na zona das Laranjeiras. "A única empresa que nos pode ajudar que as pessoas não andem tanto a pé é a Carris. Está tudo sintonizado dentro do que é possível", afirmou.

O desabamento ocorrido esta terça-feira no Metro de Lisboa provocou ferimentos ligeiros em quatro pessoas.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Lisboa, "tudo indica" que a responsabilidade do desabamento ocorrido no metro esta tarde é de uma obra do município e "não é uma questão de problemas de manutenção" do metropolitano.

"Tudo indica, neste momento, que a responsabilidade daquilo que aconteceu no túnel do metro é de uma obra do município e, portanto, há um erro que tudo indica que tenha sido do empreiteiro, mas pode ter sido do projeto - estamos a avaliar - que causou este problema no túnel do metro", disse João Paulo Saraiva durante a reunião da Assembleia Municipal, que decorre esta tarde por videoconferência.

Segundo o autarca, a responsabilidade direta não é da autarquia, mas é a Câmara de Lisboa que é "o dono da obra".

Ao início da tarde, no local do desabamento, o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Carlos Castro, também indicou que se tratou de "um incidente decorrente da obra" que está em curso na Praça de Espanha.

Na altura do acidente, cerca das 14:30, estavam cerca de 300 pessoas na composição que passava no local.

Contudo, só há a registar quatro feridos ligeiros, "três por ansiedade e um, o segurança do metropolitano, que ao abrir o vidro rasgou um pouco do braço", acrescentou.

Ainda de acordo com Carlos Castro, verificou-se "a queda de parte da laje do túnel do metropolitano, o que decorre, provavelmente de um erro de obra", tendo sido aberto um inquérito para apurar a responsabilidade do que aconteceu.

Também segundo Carlos Castro, "não estão reunidas as condições para reabertura do túnel" do metro no local, prevendo-se que assim se mantenha por "um a dois dias de interrupção". Os passageiros serão transportados numa articulação entre o metro e a rodoviária Carris.

Presente no local esteve igualmente o presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos, que adiantou que no decorrer das obras da Praça de Espanha, "ao demolirem parte da estrutura de betão armado, furaram a galeria, que já é muito antiga, danificando o comboio que estava no momento a passar".

A "abóbada do metro terá de ser reforçada", adiantou, explicando que a estrutura "é uma mistura de pedra e betão, uma mistura frágil, com cerca de 50 anos".

Segundo o responsável, a circulação na linha Azul, que foi entretanto retomada em parte do troço "cerca das 16:15", vai ser feita entre a Reboleira e as Laranjeiras e do Marquês de Pombal até Santa Apolónia, ficando a Carris a assegurar o transporte alternativo na zona afetada.

As obras do novo Parque Urbano da Praça de Espanha começaram em 13 de janeiro e deverão estar concluídas este ano.

Na altura do lançamento da empreitada, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, disse que a intervenção inclui "um número muito significativo de árvores", zonas de "clareiras de fruição", parques infantis, esplanadas e quiosques, retomando a água como "elemento central" do espaço.

A empreitada, lançada com um preço base superior a seis milhões de euros, inclui também uma transformação da rede viária atual em dois grandes cruzamentos.

Mais Notícias