Ursula quer Europa a combater "batalha silenciosa" do cancro

Na apresentação do Plano Europeu de Combate ao Cancro, a presidente da Comissão lamentou a morte de "1,3 milhões de europeus", em 2020, vítimas desta doença.

A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira o "Plano Europeu de Combate ao Cancro". O plano pretende definir "uma nova abordagem da UE para a prevenção, tratamento e cuidados" da doença "silenciosa".

Bruxelas sugere o recurso a "novas tecnologias, investigação e inovação", esperando contribuir para que haja um rastreio de "todo o percurso da doença, desde a prevenção à qualidade de vida dos doentes oncológicos e sobreviventes".

Na véspera do Dia Mundial do Combate ao Cancro, a presidente da Comissão Europeia lamentou a morte de "1,3 milhões de europeus", em 2020, vítimas de cancro, e defende "luta" ao nível da UE, para enfrentar a "batalha silenciosa".

"Em 2020, enquanto estávamos todos a lutar contra a pandemia de covid-19, muitos de nós estavam a travar uma batalha silenciosa", lamentou, referindo-se "à batalha contra o cancro".

"Infelizmente, o número de casos está a aumentar, é por isso que apresentamos hoje o Plano Europeu de Combate ao cancro", disse Von der Leyen, acrescentando que "a luta daqueles que travam um combate ao cancro é também a nossa luta, na Europa".

Bruxelas está a preparar medidas em diferentes áreas de política, que vão desde o "emprego, educação, política social e igualdade, até ao marketing, agricultura, energia, meio ambiente e clima, transportes, política de coesão e tributação".

O plano deverá ser colocado no terreno através dos diferentes instrumentos de financiamento da Comissão, com "um total de 4 mil milhões de euros, reservados para ações contra o cancro, incluindo do programa EU4Health, Horizon Europe e do programa Digital Europe".

No âmbito da prevenção, a Comissão pretende desenvolver ações que abordem os principais fatores de risco, como o tabaco, e coloca a meta de reduzir os fumadores a "menos de 5% da população europeia" usa tabaco até 2040".

"O consumo nocivo de álcool, a poluição ambiental e as substâncias perigosas", também estão incluídas no plano de prevenção do cancro, assim como a promoção da atividade física e a alimentação saudável. Bruxelas tem para isso, os preparativos para uma campanha, que designa como "HealthyLifestyle4All", que "promoverá dietas saudáveis ​​e atividade física".

Deverá haver também uma intervenção em matéria de vacinas contra cancros causados ​​por infeções. "O objetivo é vacinar pelo menos 90% da população de raparigas da UE, e aumentar significativamente a vacinação de rapazes até 2030".

Noutra vertente, a Comissão Europeia quer assegurar a "deteção precoce do cancro, melhorando o acesso, qualidade e diagnóstico e apoio", e até 2025, garantir que "90% da população" realizou exames de cancro da mama, colo do útero.

Bruxelas pretende lançar uma "iniciativa europeia de Imagiologia do Cancro" para contribuir para o desenvolvimento de novas ferramentas informáticas, centradas na "medicina personalizada e em soluções inovadoras", em particular "para as crianças".

A comissária da Saúde, Stella Kyriakides, espera que o plano ajude "a reforçar a resiliência e tratar o cancro como uma doença que pode e deve ser superada".

"Uma União Europeia da Saúde forte é uma União onde os cidadãos estão protegidos contra cancros evitáveis, onde têm acesso ao rastreio e diagnóstico precoces e onde todos têm acesso a cuidados de alta qualidade, em cada etapa do processo", afirmou a comissária, assumindo que "este não é apenas um compromisso político, é um compromisso pessoal".

o vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas destacou o "plano antropocêntrico", assente na "prevenção, diagnóstico, tratamento e sobrevivência".

Em 2020, 2,7 milhões de pessoas na União Europeia foram diagnosticadas com a doença, sendo que quase metade morreram.

O impacto económico geral do cancro, na Europa está estimado em mais de "100 mil milhões de euros por ano". E, sem recurso a medidas, estima-se que "até 2035 os casos de cancro aumentem quase 25%, tornando-se a principal causa de morte na UE", refere a Comissão Europeia, destacando o impacto "grave" da pandemia de covid-19, no combate ao cancro, "interrompendo tratamentos, atrasando diagnósticos e a vacinação, e afetando o acesso a medicamentos".

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