UE envia medicamentos e oxigénio para a Índia

A União Europeia está a organizar o envio urgente de medicamentos e oxigénio para a Índia, que tem vindo a bater recordes de mortes e contágios durante quatro dias consecutivos, adianta hoje a Efe.

"A situação epidemiológica na Índia está a alarmar-nos. Estamos prontos a ajudar. A União Europeia (UE) está a reunir recursos para responder rapidamente ao pedido de assistência através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil", escreveu no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, citada pela agência de notícias espanhola.

O Comissário Europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, afirmou que o Centro Europeu de Coordenação de Resposta de Emergência "já está a coordenar os países da UE que estão prontos para enviar rapidamente medicamentos e oxigénio, urgentemente necessários" para o país.

"A União Europeia fará todos os possíveis para mobilizar assistência para apoiar o povo da Índia", acrescentou aquele comissário, adiantando que a Índia solicitou ajuda aos países europeus.

Com 346.786 novos casos confirmados nas últimas 24 horas pelo ministério da Saúde, a Índia tem os piores dados sobre a propagação da doença no mundo, ultrapassando os Estados Unidos da América, que registaram 62.399 casos novos nas últimas 24 horas e o Brasil, com 69.105 novos casos.

Após várias semanas de "profunda deterioração" da situação pandémica, o grande país asiático passou de uma média de 300 mortes por dia para as 2.767 atingidas hoje em apenas quatro semanas, o pior número até agora.

No total, já foram registadas 192.311 mortes pelo novo coronavírus na India.

À beira de atingir 17 milhões de casos detetados, a Índia está a viver um momento crítico, com a sobrecarga das unidades de Saúde nas regiões mais afetadas e a escassez de material médico para o tratamento da infeção causada pelo novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.088.103 mortos no mundo, resultantes de mais de 145,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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