Trump diz que investigação ao seu ex-advogado Rudolph Giuliani é "muito injusta"

Donald Trump, numa entrevista ao canal de televisão Fox News Business, afirmou que "Rudy Giuliani é um grande patriota" .

O ex-Presidente Donald Trump classificou esta quinta-feira a busca domiciliária realizada quarta-feira ao seu antigo advogado pessoal Rudolph Giuliani como "muito, muito injusta", e elogiou-o como "o maior 'mayor' da história de Nova Iorque".

Donald Trump, numa entrevista ao canal de televisão Fox News Business, afirmou que "Rudy Giuliani é um grande patriota" e que as buscas realizadas no apartamento revelam um "duplo padrão".

"É terrível ver o que se passa no nosso país com a corrupção e os problemas, e eles vão atrás de Rudy Giuliani. É muito triste, na verdade", acrescentou Trump.

Rudolph Giuliani não fez ainda qualquer declaração pública, mas publicou uma longa exposição do seu advogado, Robert Costello, na rede social Twitter, que acusa os inspetores de "de dois pesos e duas medidas".

Na quarta-feira, o FBI executou mandados de busca no escritório e casa de Rudolph Giuliani, que se encontra sob investigação há vários anos por causa dos negócios em que participou na Ucrânia.

Os inspetores do FBI vasculharam o escritório, em Park Avenue, e a casa, em Madison Avenue, de Rudolph Giuliani e apreenderam aparelhos informáticos, confirmou à AP uma fonte ligada à investigação.

Os procuradores federais têm vindo a investigar as atividades de lóbi de Rudolph Giuliani na Ucrânia há meses, assim como a possibilidade de ter interferido com a administração Trump, em 2019, em nome de funcionários e empresários ucranianos.

Giuliani foi uma figura central na tentativa de o antigo Presidente encontrar maneiras de desacreditar o então adversário político na corrida à Casa Branca, o democrata Joe Biden -- que venceu as eleições presidenciais de 03 de novembro de 2020 -- através da criação de polémicas sobre Hunter Biden, um dos filhos do democrata, atualmente acusado de fraude fiscal pelo Departamento de Justiça.

O The New York Times explicitou que a investigação tem por base uma alegada violação da legislação de lóbi pelo antigo presidente da câmara de Nova Iorque.

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