Trump ataca líder republicano do Senado

Ex-presidente começa a ajustar contas e demonstra em comunicado que por vontade própria não sai da política.

Donald Trump voltou à política ativa ao instar os senadores republicanos a derrubarem Mitch McConnell da liderança do grupo no Senado, na sequência das suas críticas ao antigo presidente dos EUA após o seu julgamento de destituição.

"O Partido Republicano nunca mais poderá ser respeitado ou forte com 'líderes' políticos como o senador Mitch McConnell ao seu leme", começou por afirmar Trump num comunicado.

"O Mitch é um golpista político austero, sombrio, e sem alegria, e se os senadores republicanos vão ficar com ele, não voltarão a ganhar".

O ataque acontece na sequência do julgamento no Senado, no qual McConnell não o condenou na votação de sábado, mas disse que o antigo presidente foi, no entanto, "pratica e moralmente responsável" pela invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro.

Apesar de uma maioria de 57 votos, em cem, o julgamento político ilibou Trump da acusação de insurreição, ao ficar a 10 votos dos dois terços necessários.

McConnell, que reagiu ao ataque ao Capitólio com o anúncio de que cortava relações com o então presidente, e de que iria ouvir os argumentos os argumentos do impeachment, acabou mais tarde por se mostrar contra a constitucionalidade do processo e não se juntou aos sete republicanos que condenaram Trump na câmara alta.

Agora McConnell é o primeiro da lista de Trump e do seu círculo de assessores e conselheiros a sofrer um ataque político, numa prova de vida política do homem que se retirou para a Florida.

No seu mais longo comentário sobre política desde que saiu da Casa Branca a 20 de janeiro, Trump culpou McConnell pela perda do controlo do Senado por parte dos republicanos, ao mesmo tempo que atribuiu a si a responsabilidade pelos ganhos do partido na Câmara dos Representantes.

Também disse que foi graças a si que McConnell ganhou mais um mandato de seis anos representando o Kentucky no Senado, onde o político de 78 anos ingressou em 1984, e exerceu um forte poder como líder da maioria nos últimos seis anos.

"O meu único pesar é que McConnell 'implorou' pelo meu forte apoio e endosso perante o grande povo do Kentucky nas eleições de 2020, e eu dei-lho", disse Trump.
"Sem o meu apoio, McConnell teria perdido, e teria perdido em grande."

Trump ameaçou usar a sua popularidade entre a base republicana para apoiar quaisquer candidatos republicanos que apoiem a sua agenda, um sinal para as próximas eleições, em novembro de 2022. "Sempre que necessário e apropriado, apoiarei os concorrentes nas primárias que defendem o Making America Great Again e a nossa política da America First."

Mais Notícias

Outras Notícias GMG