Exército israelita desmente ter entrado na Faixa de Gaza

ATUALIZADA. Após primeiro comunicado dando conta que tropas no terreno tinham entrado em gaza, exército veio depois desmentir-se a si mesmo, afirmando ter-se tratado de um "erro de comunicação".

O exército israelita desmentiu este início da madrugada ter entrado por terra na Faixa de Gaza, cerca de uma hora depois de notícias terem dado conta que tropas do país penetraram na região no âmbito de uma operação militar em curso contra o movimento islâmico xiita Hamas, avança a AFP.

Segundo o exército, tratou-se de "um erro de comunicação".

O comunicado original referia que "a força aérea israelita e as tropas terrestres estão a realizar um ataque na Faixa de Gaza".

Houve de facto registo de bombardeamentos.

Num evidente sinal de que o conflito pode escalar nas próximas horas e dias, o ministro da Defesa de Israel aprovou a mobilização de mais 9.000 soldados reservistas e o porta-voz militar de Israel, Hidai Zilberman, disse que um reforço de efetivos está já a concentrar-se na fronteira com a Faixa de Gaza.

Perante o aumento dos disparos de 'rockets' do Hamas e da 'jihad' islâmica, o exército israelita posicionou tanques e outros veículos blindados ao longo das barreiras que separam Israel do enclave palestino do qual o exército israelita se tinha retirado unilateralmente em 2005.

O Hamas já reagiu de imediato ao anúncio do exército israelita, respondendo com ameaças de retaliação.

"Qualquer incursão terrestre em qualquer área da Faixa de Gaza será uma oportunidade para aumentar o número de mortos e prisioneiros entre o inimigo", alertou o braço armado do Hamas, que continua a lançar ataques a partir de Gaza.

Em declarações à estação de televisão pública israelita, o porta-voz militar israelita disse que as forças estão a preparar "a opção de uma manobra terrestre", com veículos blindados e artilharia a ser colocados em alerta para poderem ser "mobilizados a qualquer momento".

Contudo, o mesmo porta-voz militar dissera esta tarde que o contingente de forças ainda não era suficiente para permitir uma imediata invasão terrestre.

Com Lusa

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