Exclusivo Síria: 10 anos de Bashar a Bashar

Irão e Rússia são os pilares deste regime, que uma década após o início da primavera árabe ainda se mantém, quando todos os outros já mudaram de líderes, embora muitos ainda não tenham mudado de página!

Começo por recordar um telefonema recebido na varanda do Argana, em Marraquexe, no dia 20 de abril de 2011. Era a TSF a pedir um comentário sobre o evoluir da situação na Síria, quando na Tunísia e no Egito por exemplo, os líderes já tinham sido destituídos e estes países já se preparavam para a fase seguinte, do regresso à normalidade constitucional possível, mas que demonstrava uma evolução fora da caixa da continuidade. Lembro-me de ter dito, "olhe daqui a 10 anos ainda estaremos a falar disto e as mudanças estruturais não serão muitas!" Porquê? Perguntou a jornalista. "Porque o regime sírio tem o Irão como pilar central e o Irão é outro nível!".

E cá estamos, a confirmar a "profecia" dada ao único regime do Médio Oriente que conseguiu assegurar a continuidade dinástica pretendida por Saddam Hussein no Iraque, por Ali Abdullah Saleh no Iémen e, no norte de África, por Hosni Moubarak no Egipto, Ben Ali na Tunísia e Muammar Kadhafi na Líbia, que não conseguiram assegurar a transição de pai para filho, confirmando o negócio de família em que transformaram os negócios de Estado.

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