Raptores de 136 crianças na Nigéria raptam emissário do resgate e não devolvem menores

O governo tem dito repetidamente que não quer pagar qualquer resgate, para evitar mais raptos.

Os raptores de 136 crianças numa escola muçulmana no centro da Nigéria raptaram o emissário enviado para pagar o seu resgate e recusaram-se a libertar as crianças da escola, disse esta segunda-feira o diretor da instituição à agência AFP.

A 30 de maio, cerca de 200 homens armados em motas invadiram a cidade de Tegina, no estado do Níger, raptando 136 estudantes e vários professores da escola privada muçulmana Salihu Tanko, disseram as autoridades.

Uma dúzia deles, incluindo uma menina de sete anos, tinha conseguido escapar à vigilância dos raptores enquanto dormiam, em meados de junho.

A 20 de julho, os pais e funcionários da escola enviaram um homem para entregar um resgate de 30 milhões de nairas (61.000 euros) para a libertação das crianças.

O homem era Kassim Tegina, um homem de 60 anos de idade que tinha sido voluntário, apesar de os seus filhos não terem sido raptados.

"Os raptores ligaram e confirmaram que tinham recebido o dinheiro, mas não queriam libertar as crianças porque a quantia era demasiado pequena", disse Abubakar Alhassan, o diretor da escola.

"Disseram também que estavam a manter o enviado com as crianças até libertarmos mais fundos", acrescentou.

Os raptores tinham inicialmente exigido 200 milhões de nairas (411.000 euros), mas mais tarde aceitaram os 30 milhões de nairas recolhidos pelos pais, disse.

O governo do "Estado do Níger tem dito repetidamente que não quer pagar qualquer resgate, para evitar mais raptos.

O resgate foi levantado pelos pais das crianças e por doações, particularmente do estrangeiro.

Este ataque é o mais recente de uma série de raptos em massa de crianças e estudantes no noroeste e centro da Nigéria por grupos criminosos armados, ao longo dos últimos oito meses. Mais de 1.000 jovens foram raptados desde dezembro de 2020.

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