Puigdemont vai recorrer do levantamento da imunidade junto de tribunal europeu

"Um caso claro de perseguição política, considera o ex-presidente do governo regional da Catalunha.

O ex-presidente do governo regional da Catalunha que está fugido à justiça espanhola, Carles Puigdemont, vai recorrer junto do Tribunal de Justiça da União Europeia da decisão do Parlamento Europeu de lhe retirar a imunidade, anunciou esta terça-feira o próprio em Bruxelas.

O Parlamento Europeu votou a favor do levantamento da imunidade de Carles Puigdemont e dois dos seus ex-conselheiros, Toni Comín e Clara Ponsati, também eurodeputados, que estão fugidos à justiça espanhola por estarem envolvidos na organização, em 2017, de um referendo considerado ilegal sobre a independência da Catalunha.

Na conferência de imprensa depois de ser conhecida a decisão de levantar a imunidade, Carles Puigdemont também denunciou o que considera ser "um caso claro de perseguição política".

"Perdemos a nossa imunidade, mas o Parlamento Europeu perdeu muito mais: a democracia europeia", acrescentou o antigo presidente do governo regional da Catalunha, uma região de Espanha com um forte movimento separatista e onde os partidos independentistas estão em maioria no parlamento regional desde 2015.

Decisão leva a um novo exame dos pedidos de extradição emitidos pela Espanha

O levantamento da imunidade dos três deputados europeus irá permitir um novo exame, pela justiça belga, dos pedidos de extradição emitidos pela Espanha contra Puigdemont e Comin, que vivem na Bélgica desde 2017 para escapar à justiça espanhola.

As autoridades judiciais na Escócia, onde vive Clara Ponsati, também suspenderam a avaliação do pedido de extradição enquanto esperavam a decisão do Parlamento Europeu.

Os três deputados são acusados pela justiça espanhola de "sedição", e no caso do Carles Puigdemont e de Toni Comin também de "desvio de fundos públicos".

O Governo espanhol já se congratulou esta manhã com a decisão do Parlamento Europeu, tendo a ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha realçado que "os problemas da Catalunha se resolvem em Espanha e não na Europa".

Arancha González Laya também afirmou que outras duas mensagens da votação da assembleia europeia eram que um eurodeputado "não pode usar o seu estatuto para evitar comparecer perante um tribunal nacional" e que o Estado de direito em Espanha é "sólido".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG