Primeiro recolher obrigatório desde a II Guerra provoca confrontos nos Países Baixos

O recolher obrigatório é das 21.00 às 4.30 e deverá durar pelo menos 15 dias.

Os protestos contra um novo recolher obrigatório para travar a covid-19 nos Países Baixos terminaram em confrontos com a polícia.

As autoridades usaram canhões de água e cães numa praça no centro de Amesterdão, onde centenas de manifestantes se reuniram contra o recolher obrigatório que começou na segunda-feira, segundo a televisão pública NOS.

Em Eindhoven, no sul do país, a polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar uma multidão de várias centenas, de acordo com a televisão regional Omroep Brabant. Pelo menos 30 pessoas foram detidas, disse a polícia.

Vários veículos foram queimados e negócios junto à estação de comboios de Eindhoven foram pilhados, de acordo com os media.

A empresa de caminhos-de-ferro NS pediu aos viajantes para evitarem a estação de Eindhoven, informando que a circulação de comboios estava interrompida por causa da intervenção dos serviços de emergência.

Um centro de testes contra a covid-19 foi também incendiado no sábado à noite na vila de Urk, no norte do país. "O incêndio num centro de testes em Urk vai contra todos os limites", disse o ministro da Saúde, Hugo de Jonge.

O recolher obrigatório das 21.00 às 4.30 é o primeiro do país desde a II Guerra Mundial, com o primeiro-ministro Mark Rutte a dizer que é necessário para reduzir o número de novos casos.

Quem violar o recolher obrigatório terá que pagar uma multa de 95 euros.

Existem exceções, nomeadamente para pessoas que têm que trabalhar ou que estejam a regressar de um funeral, mas têm que apresentar um certificado.

Rutte anunciou também na quarta-feira a proibição de voos do Reino Unido, África do Sul e América do Sul e uma queda do número de visitantes que os neerlandeses podem receber em casa para apenas um (o anterior limite eram dois).

Os Países Baixos já estavam debaixo das medidas mais restritas desde o início da panemia, com bares e restaurantes fechados desde outubro e escolas e lojas não-essenciais fechadas desde dezembro.

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