Presidente Macron agredido à chapada no sudeste de França. "Foi um ato isolado", relativiza

Emmanuel Macron iniciou na semana passada uma volta de dois meses a França para contactar a população, mas também para preparar o terreno para as presidenciais dfae 2022, nas quais nem todas as sondagens lhe são favoráveis.

O presidente francês, Emmanuel Macron, foi esta terça-feira agredido por um popular numa visita que está a efetuar à região do Drôme, no sudeste francês, e duas pessoas já foram detidas.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o presidente gaulês parece ser chamado pela população que está a assistir à sua passagem na região, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe uma bofetada, sem que os serviços de proteção presidenciais tivessem tido tempo de intervir.

Macron já reagiu entretanto e disse que a agressão "foi um ato isolado" e que é preciso relativizar o acontecido.

"Não quero que isto obscureça os temas importantes de que estamos a tratar e que tocam a vida de tantas pessoas", disse o Presidente francês ao final da tarde desta terça-feira.

Os dois homens detidos já foram identificados, são naturais da região do Dôme, têm menos de 30 anos e serão próximos do movimento dos coletes amarelos, segundo alguns meios de comunicação franceses.

O Presidente considerou, no entanto, que a integridade do seu cargo deve ser preservada. "É preciso respeitar as funções da República e isso é um combate que não vou largar. As funções que assumimos são maiores do que nós próprios e não devem ser objeto de qualquer agressão", referiu o chefe de Estado, dando conta que muitos autarcas têm também sido vítimas de episódios de agressão.

O Presidente da República recebeu o apoio de vários responsáveis políticos - tanto da esquerda como da direita -, que condenaram esta agressão.

"Nenhuma discordância deve levar à violência", disse Xavier Bertrand, do partido Les Republicains, enquanto François Jolivet, deputado do La Republique en Marche, afirmava que "agredir o Presidente é agredir a República".

Esta visita à região do Drôme foi especialmente pensada para promover encontros com empresários da restauração, já que com a reabertura iminente do setor a partir de 09 de junho, estão a encontrar dificuldades em encontrar mão de obra disponível.

O episódio da bofetada decorreu junto ao liceu profissional de hotelaria de Tain-l'Hermitage, onde Macron se encontrou com os alunos.

Esta é a segunda paragem do chefe de Estado num périplo de cerca de 10 cidades que vai levar o governante ao encontro com os franceses e a apurar o impacto da pandemia no dia a dia das populações.

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